terça-feira, 11 de março de 2008

Fim de tarde

Cheguei, sentei-me aqui, olhei para a serra, meia escondida pelas nuvens baixas, pesadas, uma chuva miudinha . O dia que parte, a noite que espreita... Há dias em que me apetece mandar a rotina e as obrigações às malvas... Mas depois penso em todas aquelas coisas que enriqueceram o meu dia, nas palavras, nos silêncios, nos olhares, nos sorrisos...
E o meu castelo, com os seus coruchéus verdes, companheiro, cúmplice, sobressai no nevoeiro, como que dizendo, há sempre algo que se levanta mais alto, mesmo no meio do maior nevoeiro...
Pronto, a noite já envolveu tudo, com a sua promessa de mistério.
"Horas benditas, leves como penas, horas de fumo e cinza, horas serenas" (Florbela Espanca)

2 comentários:

Anónimo disse...

Começo a ter inveja do seu castelo...

:-* Jose

Dulce Alves disse...

O 'seu' castelo... tão peculiar, tão altivo, que eu cá considero-o dos monumentos mais bonitos do nosso Portugal...

Quanto ao fim de tarde, soou-me a melancólico. E, às vezes, que bem nos sabe um pouco de melancolia - faz-nos descer à Terra e olhar o chão que pisamos. O caminho nem sempre é fácil... as nuvens, a chuva incómoda... mas se persistirmos, logo descortinamos algo de idílico no meio do nevoeiro...