quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Nevoeiro

em nevoeiro enredada
subo a serra

tudo é bruma
e maresia
submersa a terra

viajante solitária
desbravo o vago
adivinhando rotas
sentindo o cheiro
da água que tudo fecunda
e que vingará as vagens
adormecidas

no meio do nada
prossigo a viagem

não quero miragem, margem
sequer paragem
só caminhar
sem descanso
envolta em água
palavra e ar...

Pareço voar!

7 comentários:

OLHAR VAGABUNDO disse...

nevoeiro...ora aí está uma palavra cheio de poesia...

beijo vagabundo

pedro disse...

maresia,
nevoeiro,
mar,
viajar,
descobrir,
florescer,
fluir,
ser,
padecer,
sonhar...

adorei este post e este blog...
obrigado pela visita no meu sopro de vento (foi giro ver como falas de vento no teu perfil).
es sempre bem vinda lá

gostei do teu estilo de escrita e da forma como te contas.

Leiria ficou mais rica...

Carol disse...

Olá, Maresia!

Foi uma coincidência muito feliz desembarcares no meu cantinho quando dizia que o amor me enche a alma de maresia!
Espero que tenhas gostado e que voltes mais vezes, porque serás sempre bem-vinda.

Quanto ao nevoeiro, posso dizer que o que aqui encontrei é muito agradável.

Beijinhos.

jawaa disse...

Obrigada pela visita.
Gostei de conhecer este espaço suave de poesia.
Bem hajas por mo dar a conhecer.

Irene disse...

lindo poema! continuação de uma «boa caminhada»!

bruno mateo disse...

Que ritmo! Que bem construído!
Que simples e que lindo!
Beijo.

poetaeusou . . . disse...

*
voei,
com o teu poema,
,
obrigado pela partilha ...
,
brisas nocturnas,
,
*