terça-feira, 10 de novembro de 2009

Voo

um dia nascem-me umas asas
(sei que mereço)

e vou voar
para aquela terra que lembro
e que sei que existe
onde os dedos nos escrevem
por dentro da alma
onde as lágrimas cortadas
pelo sol são arco-íris

e onde
o acessório nunca é o principal.

Aí, despedir-me-ei das palavras
e serei só luz.

6 comentários:

prafrente disse...

Não sou psicólogo e tenho uma certa dificuldade em ler nas entrelinhas dos poetas...mas fiquei inquieto com este poema...

Sorria! Fica mais bonita e dá um novo colorido ao seu redor...

Beijinho

Mary Jane disse...

Quem escreve assim... merece sim, umas asas e bem bonitas. :)

Beijinho

rouxinol de Bernardim disse...

O charme discreto da poesia sem mácula, sem sombra de pecado...

pedro oliveira disse...

Quando fores diz-me, também quero encontrar esse lugar.
bjs

Zé-do-Telhado disse...

Olha, este está tão bonito!
É sempre um mimo dar aqui um saltinho.

Fernando Brito disse...

Espero que tenhas grandes voos. De certo mereces. Que até lá consigas mais e mais, experimentar o valor das coisas que são realmente importantes.