segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Noite

É noite. Mais uma noite como eu gosto. Muito fria, muito chuvosa e eu a ler, na minha cama de estrelas, aconchegada. Olhos nas letras, olhos lá fora, na chuva, na escuridão.Há pedaços de paraíso que às vezes desabam na terra e que nos envolvem como um casulo, onde nada nos pode atingir, desligados de todo o mal, de toda a dor. Paz, serenidade e o sentimento de corrente invisível a tornar-nos um elo duma harmonia maior, o sentimento de estarmos onde pertencemos, onde sempre quisemos estar.
O meu lugar, as minhas estrelas...No meu livro viajo pelo cemitério dos livros, o local em que os livros têm alma, da alma dos livros para a minha, da minha para a tua, da tua para a de tanta gente e todas são minhas, em todas bebo a vida.

e sou gota de água que escorre
e sou raio que atravessa os céus
pedra de gelo que sobressalta

e sou a mão que escreve
sou aquela a quem pouco falta


apenas os olhos teus
a descansar nos meus...

6 comentários:

poesianopopular disse...

Recebi a vizita tua
Gostei do nome maresia
Diambolei pela rua
Cheguei à rua poesia

Gostei muito desta prosa
Em duetos terminada
Merece menção honrosa
Para ti o meu...obrigada!

Anónimo disse...

Há muito que não vinha por aqui, até porque julguei que o blog estava desactivado. Por acaso hoje clikei e eix uma enorme surpresa. Como sempre poesias e artigos lindamente escritos e sorri porque eu admiro mulheres com fibras e a dona deste blog tem essa mesma fibra.
Não resisto e vou publicar uma poesia sua no meu blog.
Exactamente a poesia que já publicou duas vezes. Gostei tanto dela e tem tento a ver também cpomigo que com a devida licença vou publicá-la no solinfinito.
Um bj amiga e comtinue em frente com essa força.

Maresia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Árabe disse...

Belo texto, sim. A poucos é dado beber a vida... ou senti-la com toda intensidade! :) Boa semana.

prafrente disse...

livros...livros...

Os livros falam e o coração responde...

Quanto á chuva, gosto dela, excepto quando fico ensopado, desde a raiz dos poucos cabelos que tenho, até á sola dos sapatos...como aconteceu hoje em plena cidade...
Fique bem...mesmo que chova...

luiz alfredo motta fontana disse...

Garimpar

esse o verbo conjugado

Admirar

esse o verbo revelado

Caminhei por vielas estranhas até chegar nesse teu sítio. Comecei buscando Irene, que também é Cordeiro Pereira, e me quedo a admirar teus versos, especialmente:
"apenas os olhos teus
a descansar nos meus... "

Hoje o garimpo foi feliz!

Abraços!