quarta-feira, 6 de maio de 2009

consolo

deixo a alma divagar
o corpo anda a lidar


pudesse eu escolher
e seria apenas luz
nem corpo nem alma
apenas a claridade que tudo conduz


mas como não me foi dado esse dom
e doutra forma não sei viver
sou assim imperfeita
dividida entre aquilo que sei querer
e o que sei não alcançar

resta-me a palavra para me consolar.

8 comentários:

francis disse...

às vezes a palavra consola, mas os actos são bem melhores.

PQ disse...

Fez-me lembrar o poeta Aleixo :)

luiz alfredo motta fontana disse...

Coincidências

dois blogs que me atraem

este...Tanto de Mim

o outro......tanto mar

aqui.......Maresia

lá...Líria Porto

Assim, Irene, uma pequena onda na contra-maré.

Ou seria um consolo na maré?

pescada no tanto mar:



cascata
líria porto

debaixo da bica
uma tina

dentro da tina
um menino

na cara do menino
um riso

no riso do menino
o rio

Maresia disse...

francis

Concordo...

Maresia disse...

PQ
É uma honra essa lembrança!

Maresia disse...

luiz fontana

são assim as palavras, galgam oceanos...
gostei muito.

prafrente disse...

Mesmo corpo tendo
luz continua sendo.

"dividida entre aquilo que sei querer
e o que sei não alcançar"
De nada vale correr quando vamos na estrada errada...sei o que isso é...

Anónimo disse...

Palavra esta que encanta todos que têm o prazer de conhecê-la e desfrutar das imagens mentais a que elas nos remetem.
Stella Tavares

www.manualdoinseguro.blogspot.com