sexta-feira, 27 de junho de 2008

Plenitude

Há dias assim
Em que cada coisa do universo
Parece que começa e termina em mim

Não há princípio nem meio nem fim
há apenas um sentido de pertença
de integração
de comunhão

E tudo está exactamente onde devia estar
Aquela música que toca
O céu estrelado
O frescor da noite que me invade
O cheiro que me deixaste

Maresia nocturna
Voa-me ao mar
Sê barco em mim
eu quero remar
e perder-me na miragem

Hoje sou viagem.

9 comentários:

Pedro Branco disse...

Cada peso da palavra me magoa
Rompe-me os silêncios por entre as memórias e as viagens
Tudo é rouquidão, cansaço, inquietação que atordoa
Os secretos trilhos de todas as passagens

Vou, sou, não sei bem.
Caio, grito, talvez demais.
Choro, sonho, tudo tem.
Os pedaços de terra por onde vais.

Tudo é fogo, ardente caminhar
Vertigem, retalhos, suor em sargaço
Que de tanto eu ser rio e ser mar
Morro e renasço em tudo o que faço

Narrador disse...

Acredita quando digo que és melhor...

Nunca senti tanta vida em mim...Até te conhecer.


Agradeço a tua...Grandeza de espírito!

mariam disse...

belíssima esta viagem de palavras e música...

bom fim-de-semana
um sorriso :)

Irene disse...

Que melhor sensação quando «tudo está exactamente onde devia estar»?
A identidade constrói-se na «viagem».
A densidade das palavras em harmonia com a leveza do sensorial.

€aµ disse...

Oi...

Agradecendo a visita feita ao Mar de Palavras.

Entre os desejos de lá e a plenitude do dia aqui, acho que no fim é essa sensação de que a surpresa está naquilo que faz nossos olhos brilharem... a Surpresa de se sentir feliz!

Beijos, moça... e mais uma vez obrigada pela visita.

;)

© efeneto disse...

Quero ter direito a comer um gelado em dia de chuva, quero ter direito a poder empurrar a bicicleta ao invés de pedalar, quero ter direito de olhar para o céu, mesmo que seja no meio da mata, quero rebolar na relva, mesmo que seja a relva do Palácio de S. Bento, quero ter direito de rir alto, bem ALTO, mesmo que esteja sozinho a ver o desenho do Pica-Pau que já era velho quando eu nasci, quero ter o direito de cantar uma música bem alta junto com o cd player oferecido, mesmo que seja uma música do Zé Cabra, quero poder discutir filosofia com o analfabeto do meu colega, mesmo que seja nos 15 minutos de intervalo do trabalho, quero poder beber com os amigos e voltar tri-bêbado para casa. Se para poder fazer isto tudo lhe tenha que desejar um bom fim-de-semana, então aqui vai:
Lhe desejo a si e aquém mais gostar/amar um óptimo fim-de-semana, com aquilo que sempre desejou acompanhado da minha amizade. Um beijo a quem é de beijos e abraço a quem é de abraços. Para quem não quiser nada disto, passe bem que eu também…efeneto.

Daniel Aladiah disse...

sem destino...
Um beijo
Daniel

Só Eu disse...

Nesta viagem, com este mar, eu vou.
Muito bonito este texto.
Parabens
Beijinhos

Siala ap Maeve disse...

passei para te ler e deixar um beijo. ... a melhor viagem é cá dentro :)