deixo passar as correntes...
não vou em correntezas
foi jura há muito escolhida
de ninguém adopto as certezas
no que for a minha vida
a mim responderei
e as migalhas que me querem dar
lixo!
sou pouco
sou muito
sou apenas
eu sou
e vou
onde?
quando lá chegar saberei...
para já basta-me este aconchego
e a chuva lá fora.
Nada mais preciso.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Amanhã
na leveza dos linhos me envolvo
na sua pureza me embalo
e nas palavras me enredo
e nas ideias me revolvo
e sou tudo aquilo que calo
na dormência
que me domina.
Amanhã...
na sua pureza me embalo
e nas palavras me enredo
e nas ideias me revolvo
e sou tudo aquilo que calo
na dormência
que me domina.
Amanhã...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Imaginação
dos sons que me chegam
no escuro
não quero saber a fonte
prefiro imaginar
o limbo mais obscuro
onde tudo é perfeito
e o amor é puro.
no escuro
não quero saber a fonte
prefiro imaginar
o limbo mais obscuro
onde tudo é perfeito
e o amor é puro.
domingo, 25 de outubro de 2009
À deriva
nessas águas que por aqui passaram
mandei barcos de palavras
quem sabe onde aportarão
essas sílabas tontas...
Deixá-las ir!
mandei barcos de palavras
quem sabe onde aportarão
essas sílabas tontas...
Deixá-las ir!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Percurso
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Chuva e passos
e ela veio
chegou pela madrugada
espraiou-se pela rua
escorreu-me
e eu
já nem sei
se sou maré
se calmaria
se maremoto
sou líquida
fujo-me neste pensamento
sou aquelas pernas que vejo
lá longe e cujo tronco ignoro
e será que interessa?
olho as mãos...
enquanto os ouvidos submissos toleram
e o sangue nas veias leva cada gota
que me sulcou
nunca entenderás
sou aqueles passos que se afastam
enquanto os copos tilintam.
chegou pela madrugada
espraiou-se pela rua
escorreu-me
e eu
já nem sei
se sou maré
se calmaria
se maremoto
sou líquida
fujo-me neste pensamento
sou aquelas pernas que vejo
lá longe e cujo tronco ignoro
e será que interessa?
olho as mãos...
enquanto os ouvidos submissos toleram
e o sangue nas veias leva cada gota
que me sulcou
nunca entenderás
sou aqueles passos que se afastam
enquanto os copos tilintam.
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