escorre dos dedos o último raio de calor
na alma em fogo
sou-me torpor
enleio de tristeza
que aguarda a noite
onde se banhará
em sombra e maresia.
Para a noite a poesia.
O resto?
Fica para a luz do dia.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Deriva
daqui do alto
tudo tão longe
a alegria
a vida
o corpo
o sentir
só o coração da cidade
bate
pulsa
chama
mover
cumprir
respirar
o ser?
tem que se procurar
perdido
no segundo
de alguma hora...
tudo tão longe
a alegria
a vida
o corpo
o sentir
só o coração da cidade
bate
pulsa
chama
mover
cumprir
respirar
o ser?
tem que se procurar
perdido
no segundo
de alguma hora...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Depois
se amanhã
o dia não vir
tenho pena hoje
do que não senti
do que não vi
do que não disse
do que não escrevi
correr pelo hoje
sem respirar
sem parar
para pensar
que o amanhã
talvez
na alva
em que não
esteja
veja lá do alto
sempre o que não consegui
almejar
e aí
talvez eu
toda seja.
o dia não vir
tenho pena hoje
do que não senti
do que não vi
do que não disse
do que não escrevi
correr pelo hoje
sem respirar
sem parar
para pensar
que o amanhã
talvez
na alva
em que não
esteja
veja lá do alto
sempre o que não consegui
almejar
e aí
talvez eu
toda seja.
domingo, 12 de junho de 2011
ipiranga
aqui estão elas
outra vez
as minhas palavras
livres
quem as quiser presas
acorrente-as
eu não consigo
tenho que as gritar
pouca me importa
o que parece
pouco me importa
que as desfaçam
são só umas tristes sílabas
de quem já tem tão pouco.
outra vez
as minhas palavras
livres
quem as quiser presas
acorrente-as
eu não consigo
tenho que as gritar
pouca me importa
o que parece
pouco me importa
que as desfaçam
são só umas tristes sílabas
de quem já tem tão pouco.
Inquietude
no silêncio da noite
velo inquieta
cruzam-me
palavras
sentires
tristezas
vagas lágrimas
fugidias
quero dormir
expulsar o cansaço
não se foge
ao desconcerto
da almas
insatisfeitas.
mas deixem vir
o sono lasso.
pode ser que amanhã...
velo inquieta
cruzam-me
palavras
sentires
tristezas
vagas lágrimas
fugidias
quero dormir
expulsar o cansaço
não se foge
ao desconcerto
da almas
insatisfeitas.
mas deixem vir
o sono lasso.
pode ser que amanhã...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Serena
venham tempestades
venham torrentes
venham ventanias
venham tremores
eu estou aqui
agarrada ao cais
nada mais importa.
permaneço
e sou.
venham torrentes
venham ventanias
venham tremores
eu estou aqui
agarrada ao cais
nada mais importa.
permaneço
e sou.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Estertor.
um dia
percebemos
que estamos moribundos na praia
até das ilusões nos despimos
e
à mercê dos elementos
agonizamos.
percebemos
que estamos moribundos na praia
até das ilusões nos despimos
e
à mercê dos elementos
agonizamos.
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