no silêncio da noite
velo inquieta
cruzam-me
palavras
sentires
tristezas
vagas lágrimas
fugidias
quero dormir
expulsar o cansaço
não se foge
ao desconcerto
da almas
insatisfeitas.
mas deixem vir
o sono lasso.
pode ser que amanhã...
domingo, 12 de junho de 2011
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Serena
venham tempestades
venham torrentes
venham ventanias
venham tremores
eu estou aqui
agarrada ao cais
nada mais importa.
permaneço
e sou.
venham torrentes
venham ventanias
venham tremores
eu estou aqui
agarrada ao cais
nada mais importa.
permaneço
e sou.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Estertor.
um dia
percebemos
que estamos moribundos na praia
até das ilusões nos despimos
e
à mercê dos elementos
agonizamos.
percebemos
que estamos moribundos na praia
até das ilusões nos despimos
e
à mercê dos elementos
agonizamos.
sábado, 25 de setembro de 2010
Tristeza
maré alta
desta tristeza
que me navega sem fim
nasce dos olhos
e volta
toma-me inteira
a mim.
desta tristeza
que me navega sem fim
nasce dos olhos
e volta
toma-me inteira
a mim.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
balas
inspiro, expiro
inspiro, expiro
inspiro, expiro
inspiro, expiro
engulo as palavras
com força
empurro-as para baixo
para baixo
teimosas
seriam balas
assim
só ar comprimido
que parece rebentar
talvez saiam pelos olhos
e
matem.
inspiro, expiro
inspiro, expiro
inspiro, expiro
engulo as palavras
com força
empurro-as para baixo
para baixo
teimosas
seriam balas
assim
só ar comprimido
que parece rebentar
talvez saiam pelos olhos
e
matem.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
insónia
o raio do sono foi-se
e voltei aqui...
não me tem apetecido
desnudar-me nas palavras.
ensinaram-me a cobrir o corpo
e a alma, essa então, debaixo
de roupas polares
mal se entrevê...
quem se contenta com pouco
que viva do que aparece
e do que parece.
eu é mais do que me apetece...
E hoje apetece-me escrever
é o striptease após a ausência
quem busca interpretações
abstracções ou conexões
ou até pistas para as mais variadas conclusões
Esqueça!
São só umas palavrinhas
aqui alinhadas
à laia de história de embalar
à espera dum sono por chegar...
e voltei aqui...
não me tem apetecido
desnudar-me nas palavras.
ensinaram-me a cobrir o corpo
e a alma, essa então, debaixo
de roupas polares
mal se entrevê...
quem se contenta com pouco
que viva do que aparece
e do que parece.
eu é mais do que me apetece...
E hoje apetece-me escrever
é o striptease após a ausência
quem busca interpretações
abstracções ou conexões
ou até pistas para as mais variadas conclusões
Esqueça!
São só umas palavrinhas
aqui alinhadas
à laia de história de embalar
à espera dum sono por chegar...
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