um dia
percebemos
que estamos moribundos na praia
até das ilusões nos despimos
e
à mercê dos elementos
agonizamos.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Tristeza
maré alta
desta tristeza
que me navega sem fim
nasce dos olhos
e volta
toma-me inteira
a mim.
desta tristeza
que me navega sem fim
nasce dos olhos
e volta
toma-me inteira
a mim.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
balas
inspiro, expiro
inspiro, expiro
inspiro, expiro
inspiro, expiro
engulo as palavras
com força
empurro-as para baixo
para baixo
teimosas
seriam balas
assim
só ar comprimido
que parece rebentar
talvez saiam pelos olhos
e
matem.
inspiro, expiro
inspiro, expiro
inspiro, expiro
engulo as palavras
com força
empurro-as para baixo
para baixo
teimosas
seriam balas
assim
só ar comprimido
que parece rebentar
talvez saiam pelos olhos
e
matem.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
insónia
o raio do sono foi-se
e voltei aqui...
não me tem apetecido
desnudar-me nas palavras.
ensinaram-me a cobrir o corpo
e a alma, essa então, debaixo
de roupas polares
mal se entrevê...
quem se contenta com pouco
que viva do que aparece
e do que parece.
eu é mais do que me apetece...
E hoje apetece-me escrever
é o striptease após a ausência
quem busca interpretações
abstracções ou conexões
ou até pistas para as mais variadas conclusões
Esqueça!
São só umas palavrinhas
aqui alinhadas
à laia de história de embalar
à espera dum sono por chegar...
e voltei aqui...
não me tem apetecido
desnudar-me nas palavras.
ensinaram-me a cobrir o corpo
e a alma, essa então, debaixo
de roupas polares
mal se entrevê...
quem se contenta com pouco
que viva do que aparece
e do que parece.
eu é mais do que me apetece...
E hoje apetece-me escrever
é o striptease após a ausência
quem busca interpretações
abstracções ou conexões
ou até pistas para as mais variadas conclusões
Esqueça!
São só umas palavrinhas
aqui alinhadas
à laia de história de embalar
à espera dum sono por chegar...
Vinda
sobem por mim
pensamentos que se enrodilham
assim
na tua ausência
e feitos palavra
que irrompe no silêncio sonoro
do dia corrido e da noite calada
eu e a palavra feita poesia
sempre reencontradas
mesmo quando não formuladas.
pensamentos que se enrodilham
assim
na tua ausência
e feitos palavra
que irrompe no silêncio sonoro
do dia corrido e da noite calada
eu e a palavra feita poesia
sempre reencontradas
mesmo quando não formuladas.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Resposta ao Conservador
Os dias que nos escrevem trouxeram-nos aqui
neste cais de barcos embrulhados em palavras
mas que miram o infinito, prenhes de horizonte
apertado o leme
definimos a rota
e nos mapas embutidos no peito
traçamos caminhos com os dedos...
nas borrascas fito o além..
caminhos sempre incertos
juncados de vento e medos.
Ah esta alma de marinheiro
sedenta de espuma e bem!
neste cais de barcos embrulhados em palavras
mas que miram o infinito, prenhes de horizonte
apertado o leme
definimos a rota
e nos mapas embutidos no peito
traçamos caminhos com os dedos...
nas borrascas fito o além..
caminhos sempre incertos
juncados de vento e medos.
Ah esta alma de marinheiro
sedenta de espuma e bem!
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