dos sons que me chegam
no escuro
não quero saber a fonte
prefiro imaginar
o limbo mais obscuro
onde tudo é perfeito
e o amor é puro.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
À deriva
nessas águas que por aqui passaram
mandei barcos de palavras
quem sabe onde aportarão
essas sílabas tontas...
Deixá-las ir!
mandei barcos de palavras
quem sabe onde aportarão
essas sílabas tontas...
Deixá-las ir!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Percurso
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Chuva e passos
e ela veio
chegou pela madrugada
espraiou-se pela rua
escorreu-me
e eu
já nem sei
se sou maré
se calmaria
se maremoto
sou líquida
fujo-me neste pensamento
sou aquelas pernas que vejo
lá longe e cujo tronco ignoro
e será que interessa?
olho as mãos...
enquanto os ouvidos submissos toleram
e o sangue nas veias leva cada gota
que me sulcou
nunca entenderás
sou aqueles passos que se afastam
enquanto os copos tilintam.
chegou pela madrugada
espraiou-se pela rua
escorreu-me
e eu
já nem sei
se sou maré
se calmaria
se maremoto
sou líquida
fujo-me neste pensamento
sou aquelas pernas que vejo
lá longe e cujo tronco ignoro
e será que interessa?
olho as mãos...
enquanto os ouvidos submissos toleram
e o sangue nas veias leva cada gota
que me sulcou
nunca entenderás
sou aqueles passos que se afastam
enquanto os copos tilintam.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
saudades do frio
cansada dos meus cansaços
dormente no calor tardio
uso estes silêncios lassos
quisera que o vento frio me aconchegasse
já em casa no torpor das lãs e das tristezas
talvez me trouxesse certezas
talvez os meus próprios braços
me transmutassem em levezas
e o desencanto feito aconchego
e o frio feito casa do vento
e eu deitada no meu pensamento
à espera do que não vem
quero só ficar enroscada
na minha casca listrada
de riso, dor e luta.
dormente no calor tardio
uso estes silêncios lassos
quisera que o vento frio me aconchegasse
já em casa no torpor das lãs e das tristezas
talvez me trouxesse certezas
talvez os meus próprios braços
me transmutassem em levezas
e o desencanto feito aconchego
e o frio feito casa do vento
e eu deitada no meu pensamento
à espera do que não vem
quero só ficar enroscada
na minha casca listrada
de riso, dor e luta.
sábado, 19 de setembro de 2009
Partida

Um pouco arredada aqui dos meus rabiscos. O final do Verão tem sido agitado.
Início do ano lectivo. Muito trabalho, muitos papéis.
Ali no quarto ao lado dorme pela última vez o meu filho mais velho. Pela última vez enquanto menino sob a asa da mãe.
Hoje vou levá-lo à capital. Fez 18 anos, entrou para a faculdade. Um ciclo que se encerra e outro que começa. Há uma mescla de alegria e tristeza. Alegria porque está a seguir o trajecto normal, tristeza porque ali no quarto ao lado já não estará sempre. A sua descoberta do mundo já não precisará do olhar orientador da mãe. Agora verei as suas descobertas pelos seus olhos, pelas suas palavras.
Não consigo evitar esta nostalgia instalada, este agridoce sabor de despedida de qualquer cais que fica apenas dentro de mim e enquanto aceno lembro-o de repente a fazer Es maiscúlos com uma perfeição que nunca consegui.
Volta no próximo semana. E eu cá estarei.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
reciclagem
chegam palavras
muitas palavras
algumas aninho-as
algumas esqueço-as
algumas trituram-me
algumas sangram-me
algumas roçam de leve
algumas são música
algumas são batalha
algumas são tralha
as de hoje vão para o lixo!
sílabas de matar tempo
e entupir silêncios...
Este é um poema de silêncios...
Ouvem?
As palavras foram para a reciclagem...
Demoremo-nos na aragem
No frescor que vem do mar...
muitas palavras
algumas aninho-as
algumas esqueço-as
algumas trituram-me
algumas sangram-me
algumas roçam de leve
algumas são música
algumas são batalha
algumas são tralha
as de hoje vão para o lixo!
sílabas de matar tempo
e entupir silêncios...
Este é um poema de silêncios...
Ouvem?
As palavras foram para a reciclagem...
Demoremo-nos na aragem
No frescor que vem do mar...
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