Hoje apeteceu-me voltar a colocar aqui dois textos sobre amigos e amizade que escrevi em 2007 e que estão no blog muito lá atrás...
Não mudei de ideias...
Amigos
Um amigo é um tesouro, costuma ouvir dizer-se, e com razão.Há quem tenha muitos amigos, há quem tenha poucos. Há quem pense muitas vezes ter encontrado o tal tesouro e, um belo dia, descubra que, por trás do brilho do ouro e das pedras preciosas que refulgiam se encontra apenas pechisbeque, sem qualquer valor.Eu tenho alguns tesouros, não muitos, porque amigos verdadeiros, daqueles que sobrevivem aos solavancos do comboio da vida, daqueles a quem podemos dizer uma graça e uma desgraça, daqueles que nos puxam a s orelhas quando é preciso e que são companheiros nas vitórias e nas derrotas, tenho muito poucos. Encontrar um amigo com estas características é raro, por isso são tesouros e devemos estimá-los. O seu brilho não é só uma capa de verniz superficial, vem de dentro: os maiores tesouros estão dentro de nós.A nossa vida é como qualquer cais de embarque de passageiros: chegam e partem pessoas, mas algumas demoram-se. Gostam do que vêem, nós gostamos de quem chega e construímos a nossa casa comum onde voltamos sempre, ainda que viajemos muito.É preciso mantermos a porta da casa aberta, pode entrar gente que não interessa, mas no meio da multidão há sempre tesouros escondidos que enriquecerão a nossa vida.
Cais...
Já aqui coloquei um texto sobre os amigos, logo no início. Hoje apeteceu-me voltar ao tema, por circunstâncias várias. Na altura falei que a nossa vida é como qualquer cais de embarque de passageiros: chegam e partem pessoas, mas algumas demoram-se. Gostam do que vêem, nós gostamos de quem chega e construímos a nossa casa comum onde voltamos sempre, ainda que viajemos muito.É preciso mantermos a porta da casa aberta, pode entrar gente que não interessa, mas no meio da multidão há sempre tesouros escondidos que enriquecerão a nossa vida.O problema é que nem sempre as partidas são pacíficas... Enquanto que as chegadas são momentos de alegria, de novidade, as partidas são muitas vezes sinónimo de perda, de dor, sobretudo quando sentimos que quem parte não regressará e porque normalmente os motivos da partida nos doem. Faz parte da vida e sabermos arrumar as ausências e o espaço de quem partiu, porque o terá sempre...é sinal de sabedoria e crescimento.Importante é manter a porta aberta... Há tanta gente que nos enriquece, que é única... Todos somos únicos de alguma forma, na nossa diversidade. Por isso gosto de gente em geral... Por isso gosto de sair de casa em cada dia, porque todos os dias me surpreendo. Nem sempre as surpresas são boas, mas as más não lhe dou grande importância... Vão para a reciclagem... As boas dão cor aos meus dias e fazem-me sentir muito bem por respirar.É manhã... Respiras, acordas e eu sinto.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
consolo
deixo a alma divagar
o corpo anda a lidar
pudesse eu escolher
e seria apenas luz
nem corpo nem alma
apenas a claridade que tudo conduz
mas como não me foi dado esse dom
e doutra forma não sei viver
sou assim imperfeita
dividida entre aquilo que sei querer
e o que sei não alcançar
resta-me a palavra para me consolar.
o corpo anda a lidar
pudesse eu escolher
e seria apenas luz
nem corpo nem alma
apenas a claridade que tudo conduz
mas como não me foi dado esse dom
e doutra forma não sei viver
sou assim imperfeita
dividida entre aquilo que sei querer
e o que sei não alcançar
resta-me a palavra para me consolar.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
caminhada
domingo, 3 de maio de 2009
Mãe
Não gosto de dias marcados. Aqui fica um texto que escrevi em Feveiro 2009 , mas que se adapta bem ao dia...
fui mãe nova, não demasiado nova, mas, de qualquer das maneiras, aos 23 anos penso que se pode considerar nova para os dias de hoje. fui mãe nova e como tal sem definir grandes planos ou traçar grandes objectivos,porque era assim casava-se e tinha-se filhos e pronto. nessa altura ainda não me tinha chegado a mania das interrogações ou das cogitações.por isso, não me debati com grandes interogações metafísicas ou dúvidas existenciais, sobre se seria boa mãe, sobre a grande responsabilidade de educar um filho,e essas cenas, como eles dizem agora.não sendo daquelas pessoas com instinto maternal exacerbado, fui aprendendo a ser mãe aos poucos, fui crescendo com eles, fui-me educando.
dezassete anos depois digo que é o emprego que mais gosto, o que me dá mais prazer, o que me dá mais felicidade.sem nenhuma dúvida.Sou uma mãe feliz, muito feliz.
não quer dizer que seja uma mãe perfeita, ou que os meus filhos sejam perfeitos... Mas andamos lá perto, loooooool (aprendi a lolar com eles).
Rimos muito os três, e às vezes gritamos muito também, porque os gajos são uns desarrumados do catano e ouvem música aos berros, menos mal que ouvem Doors, pink floyd e outras cenas afins, o problema é só o volume.
Com o mais velho, ave rara, partilho uma infinidade de coisas grandes e pequenas, livros, séries, blogues, confidências várias, os meus amigos, os seus amigos...
Com o mais novo, ganda cromo, mais parecido comigo, é mais músicas, culinária,ginásio, public relations e uma boa disposição contagiante.
Por isso, o dinheiro não estica, a euribor, o combustível, moem, mas não matam porque nos temos felizes e saudáveis.para o ano o mais velho vai sair do ninho, não me aflige, fico contente por ele, faz parte. eu fico cá sempre e ele sabe. mas vou ter umas saudadezitas...
pronto...hoje deu-me para isto, talvez porque ontem tive a casa cheia com os amigos deles e me diverti com o divertimento deles e porque adoro vê-los assim: felizes.
Para quem não tinha plano nem filosofia inicial, acho que não estou a ir mal, nada mal mesmo ( modéstia à parte)...
fui mãe nova, não demasiado nova, mas, de qualquer das maneiras, aos 23 anos penso que se pode considerar nova para os dias de hoje. fui mãe nova e como tal sem definir grandes planos ou traçar grandes objectivos,porque era assim casava-se e tinha-se filhos e pronto. nessa altura ainda não me tinha chegado a mania das interrogações ou das cogitações.por isso, não me debati com grandes interogações metafísicas ou dúvidas existenciais, sobre se seria boa mãe, sobre a grande responsabilidade de educar um filho,e essas cenas, como eles dizem agora.não sendo daquelas pessoas com instinto maternal exacerbado, fui aprendendo a ser mãe aos poucos, fui crescendo com eles, fui-me educando.
dezassete anos depois digo que é o emprego que mais gosto, o que me dá mais prazer, o que me dá mais felicidade.sem nenhuma dúvida.Sou uma mãe feliz, muito feliz.
não quer dizer que seja uma mãe perfeita, ou que os meus filhos sejam perfeitos... Mas andamos lá perto, loooooool (aprendi a lolar com eles).
Rimos muito os três, e às vezes gritamos muito também, porque os gajos são uns desarrumados do catano e ouvem música aos berros, menos mal que ouvem Doors, pink floyd e outras cenas afins, o problema é só o volume.
Com o mais velho, ave rara, partilho uma infinidade de coisas grandes e pequenas, livros, séries, blogues, confidências várias, os meus amigos, os seus amigos...
Com o mais novo, ganda cromo, mais parecido comigo, é mais músicas, culinária,ginásio, public relations e uma boa disposição contagiante.
Por isso, o dinheiro não estica, a euribor, o combustível, moem, mas não matam porque nos temos felizes e saudáveis.para o ano o mais velho vai sair do ninho, não me aflige, fico contente por ele, faz parte. eu fico cá sempre e ele sabe. mas vou ter umas saudadezitas...
pronto...hoje deu-me para isto, talvez porque ontem tive a casa cheia com os amigos deles e me diverti com o divertimento deles e porque adoro vê-los assim: felizes.
Para quem não tinha plano nem filosofia inicial, acho que não estou a ir mal, nada mal mesmo ( modéstia à parte)...
Estou
o tempo deixou-me aqui
nem sei porquê...
respiro
sou
espero
uma tempestade
uma calmaria
um raio
ou só mais este dia...
nem sei porquê...
respiro
sou
espero
uma tempestade
uma calmaria
um raio
ou só mais este dia...
sábado, 2 de maio de 2009
Ao F. e à sua menina

Acorda...
Ouves a minha voz? Hoje trago na minha voz o sol e a rua...
Na rua estão as flores, sentes o perfume aqui nestas palavras?
Sei que aí, onde estás, também deve haver flores e muitos risos
Não pode ser doutra forma...
Mas eu espero-te aqui, para colher flores, para correr, para veres o sol comigo
Anda... Está um dia lindo para voarmos por esse céu fora
de mãos dadas, bebendo o azul
Está um dia lindo para cresceres
Está um dia lindo para te ver crescer
Anda... Eu puxo por ti...
Enquanto não podes vir, eu faço-te companhia aqui
Voamos na mesma... Sem sair deste quarto...
Voarei sempre contigo.
Ouves a minha voz? Hoje trago na minha voz o sol e a rua...
Na rua estão as flores, sentes o perfume aqui nestas palavras?
Sei que aí, onde estás, também deve haver flores e muitos risos
Não pode ser doutra forma...
Mas eu espero-te aqui, para colher flores, para correr, para veres o sol comigo
Anda... Está um dia lindo para voarmos por esse céu fora
de mãos dadas, bebendo o azul
Está um dia lindo para cresceres
Está um dia lindo para te ver crescer
Anda... Eu puxo por ti...
Enquanto não podes vir, eu faço-te companhia aqui
Voamos na mesma... Sem sair deste quarto...
Voarei sempre contigo.
Justificação de atraso
Fiz o texto que está em baixo ontem... E depois não o editei... Nem sei bem porquê... Talvez até saiba... Porque quando o acabei desembarcaram por aqui umas palavras de tanta dor que o meu texto, de repente pareceu fútil...
Mas agora decidi colocá-lo aqui... Mesmo assim, porque tenho a sorte de poder escrever destas coisas e agradecer a vida que eu e os meus temos.
Mas agora decidi colocá-lo aqui... Mesmo assim, porque tenho a sorte de poder escrever destas coisas e agradecer a vida que eu e os meus temos.
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