Tudo se apaga
apaga-se
a Dor
os nomes
o inútil
o fútil
O meu rasto fica
cada sílaba que juntei
cada beijo que te dei
Pisei com força
Na vida desencontrada
Em cada estrada esburacada
O meu rasto fica
E eu vou comigo…
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Não me importa...
Não me importa
Se, como diz a canção,
A vida vai torta
Não me importa
Se a felicidade
Me errou a porta
Não me importa
Se essa indiferença
Me corta
Não me importa
Se a palavra
Nasce morta
Porque entre o que não me importa
E o que sou
Nasce o novo dia
E eu vou na sua melodia…
Para onde vou?
Não me importa
Ainda que a vida seja torta
É nela que estou.
Se, como diz a canção,
A vida vai torta
Não me importa
Se a felicidade
Me errou a porta
Não me importa
Se essa indiferença
Me corta
Não me importa
Se a palavra
Nasce morta
Porque entre o que não me importa
E o que sou
Nasce o novo dia
E eu vou na sua melodia…
Para onde vou?
Não me importa
Ainda que a vida seja torta
É nela que estou.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Pessoal
Bem... Andei aqui a hesitar antes de pôr este texto e de me expôr nele, mas agora que o fim de semana quase acabou decidi-me.
Este blog nasceu assim por acaso, por empurrão de uma amiga que também tinha um, (obrigada Deus por todas as pessoas que puseste no meu caminho, todas sem excepção me ensinaram alguma coisa),e sem ter nada de especial que colocar aqui , a não ser as crónicas que escrevia para os jornais aqui da região e outros poemas e textos alheios de que gostava.
Depois, lentamente, comecei a escrever outros textos, até que um dia alguém especial me disse que eu era capaz de escrever poesia e eu tentei...
Primeiro muito insegura, depois à medida que fui recolhendo opiniões, fui-me espraiando nas palavras, ganhando confiança de verso em verso.
Ontem foi um dia especial. Diferente.
Vi, pela primeira vez, os meus poemas impressos num livro e gostei. Com o meu nome. Não Maresia, não Rabiscos, mas eu Irene Cordeiro Pereira.
Embora sinta que a poesia me deixa nua, já não faz sentido continuar a ocultar o meu nome...
Já agora o livro chama-se antologia de poetas contemporâneos "Entre o sono e o sonho" da Chiado Editores.
Bem hajam.
Este blog nasceu assim por acaso, por empurrão de uma amiga que também tinha um, (obrigada Deus por todas as pessoas que puseste no meu caminho, todas sem excepção me ensinaram alguma coisa),e sem ter nada de especial que colocar aqui , a não ser as crónicas que escrevia para os jornais aqui da região e outros poemas e textos alheios de que gostava.
Depois, lentamente, comecei a escrever outros textos, até que um dia alguém especial me disse que eu era capaz de escrever poesia e eu tentei...
Primeiro muito insegura, depois à medida que fui recolhendo opiniões, fui-me espraiando nas palavras, ganhando confiança de verso em verso.
Ontem foi um dia especial. Diferente.
Vi, pela primeira vez, os meus poemas impressos num livro e gostei. Com o meu nome. Não Maresia, não Rabiscos, mas eu Irene Cordeiro Pereira.
Embora sinta que a poesia me deixa nua, já não faz sentido continuar a ocultar o meu nome...
Já agora o livro chama-se antologia de poetas contemporâneos "Entre o sono e o sonho" da Chiado Editores.
Bem hajam.
Rasto.... Outro
Tudo se apaga
Apagam-se as palavras
Os nomes
O inútil
O meu rasto fica
Pisei com força
Na vida desencontrada
Em cada estrada esburacada
O meu rasto fica
E eu vou comigo…
Apagam-se as palavras
Os nomes
O inútil
O meu rasto fica
Pisei com força
Na vida desencontrada
Em cada estrada esburacada
O meu rasto fica
E eu vou comigo…
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Essência
nomes são só palavras
palavras
que nos escondem
que nos revelam
que nos desvelam
que vão e vêm
só a essência
é imutável
por muito que baralhemos
as sílabas.
palavras
que nos escondem
que nos revelam
que nos desvelam
que vão e vêm
só a essência
é imutável
por muito que baralhemos
as sílabas.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Cansaço
não quero nada
nem música
nem poesia
nem sol
nem maresia
só que esta chuva
me lave as mágoas
me faça torrente
e me deixe espraiar
dói-me ser gente
não quero pensar
nem música
nem poesia
nem sol
nem maresia
só que esta chuva
me lave as mágoas
me faça torrente
e me deixe espraiar
dói-me ser gente
não quero pensar
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
rasto
Subscrever:
Mensagens (Atom)