é a chuva
é o nevoeiro baixo
é esta humidade
é este eu
é este sentir
escorro nesta tristeza
derrapo na realidade
é viver neste mundo insano
não querendo nada pela metade!
sábado, 6 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Mais...
Hoje queria mais...
queria o sol a morder-me a alma
queria a roupa a pesar-me pouco
o corpo leve, liberto
o cheiro a maresia matinal
o amor como certo
queria-me só sentidos
em teus braços perdidos
Queria muito... afinal!
queria o sol a morder-me a alma
queria a roupa a pesar-me pouco
o corpo leve, liberto
o cheiro a maresia matinal
o amor como certo
queria-me só sentidos
em teus braços perdidos
Queria muito... afinal!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Noite
É noite. Mais uma noite como eu gosto. Muito fria, muito chuvosa e eu a ler, na minha cama de estrelas, aconchegada. Olhos nas letras, olhos lá fora, na chuva, na escuridão.Há pedaços de paraíso que às vezes desabam na terra e que nos envolvem como um casulo, onde nada nos pode atingir, desligados de todo o mal, de toda a dor. Paz, serenidade e o sentimento de corrente invisível a tornar-nos um elo duma harmonia maior, o sentimento de estarmos onde pertencemos, onde sempre quisemos estar.
O meu lugar, as minhas estrelas...No meu livro viajo pelo cemitério dos livros, o local em que os livros têm alma, da alma dos livros para a minha, da minha para a tua, da tua para a de tanta gente e todas são minhas, em todas bebo a vida.
e sou gota de água que escorre
e sou raio que atravessa os céus
pedra de gelo que sobressalta
e sou a mão que escreve
sou aquela a quem pouco falta
apenas os olhos teus
a descansar nos meus...
O meu lugar, as minhas estrelas...No meu livro viajo pelo cemitério dos livros, o local em que os livros têm alma, da alma dos livros para a minha, da minha para a tua, da tua para a de tanta gente e todas são minhas, em todas bebo a vida.
e sou gota de água que escorre
e sou raio que atravessa os céus
pedra de gelo que sobressalta
e sou a mão que escreve
sou aquela a quem pouco falta
apenas os olhos teus
a descansar nos meus...
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Guerra
atravesso a serra
mais uma vez
bruma, água, sol, gelo
música
hoje não me apetecem suavidades
em combate pelas minhas verdades
cada sentido desperto
animal encoberto
sai à rua
raiva nua
desço a serra
baixo a música
desligo a guerra
sinto sempre...
Tanto..
mais uma vez
bruma, água, sol, gelo
música
hoje não me apetecem suavidades
em combate pelas minhas verdades
cada sentido desperto
animal encoberto
sai à rua
raiva nua
desço a serra
baixo a música
desligo a guerra
sinto sempre...
Tanto..
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Fuga
E se eu fugir
E se eu seguir
Esta aragem
E iniciar a viagem…
Quem me dera partir sem destino
Dar asas ao desatino
Fazer o que me dá na gana
Não me preocupar com ninguém
Ser eu e ir mais além…
E se eu seguir
Esta aragem
E iniciar a viagem…
Quem me dera partir sem destino
Dar asas ao desatino
Fazer o que me dá na gana
Não me preocupar com ninguém
Ser eu e ir mais além…
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Desencontro
Vidas assim
desencontradas
em que
nunca
nada
parece certo
e se hoje
parece que sim
e o coração
está aberto
o amanhã
diz que não
e tudo parece incerto…
desencontro-me
em cada esquina
perco-me de vista
em cada colina
o longe perto
longe o certo
raios levem
a bolina!
desencontradas
em que
nunca
nada
parece certo
e se hoje
parece que sim
e o coração
está aberto
o amanhã
diz que não
e tudo parece incerto…
desencontro-me
em cada esquina
perco-me de vista
em cada colina
o longe perto
longe o certo
raios levem
a bolina!
domingo, 23 de novembro de 2008
Rio
assim
ao fim do dia
chega-me esta nostalgia
esta incompletude
vem com o frio
como que a dizer
que o calor do sol
não chegou à alma
e que sob a calma...
o meu rio corre
para longe
profundo...
Nele me afundo.
ao fim do dia
chega-me esta nostalgia
esta incompletude
vem com o frio
como que a dizer
que o calor do sol
não chegou à alma
e que sob a calma...
o meu rio corre
para longe
profundo...
Nele me afundo.
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