Hoje queria mais...
queria o sol a morder-me a alma
queria a roupa a pesar-me pouco
o corpo leve, liberto
o cheiro a maresia matinal
o amor como certo
queria-me só sentidos
em teus braços perdidos
Queria muito... afinal!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Noite
É noite. Mais uma noite como eu gosto. Muito fria, muito chuvosa e eu a ler, na minha cama de estrelas, aconchegada. Olhos nas letras, olhos lá fora, na chuva, na escuridão.Há pedaços de paraíso que às vezes desabam na terra e que nos envolvem como um casulo, onde nada nos pode atingir, desligados de todo o mal, de toda a dor. Paz, serenidade e o sentimento de corrente invisível a tornar-nos um elo duma harmonia maior, o sentimento de estarmos onde pertencemos, onde sempre quisemos estar.
O meu lugar, as minhas estrelas...No meu livro viajo pelo cemitério dos livros, o local em que os livros têm alma, da alma dos livros para a minha, da minha para a tua, da tua para a de tanta gente e todas são minhas, em todas bebo a vida.
e sou gota de água que escorre
e sou raio que atravessa os céus
pedra de gelo que sobressalta
e sou a mão que escreve
sou aquela a quem pouco falta
apenas os olhos teus
a descansar nos meus...
O meu lugar, as minhas estrelas...No meu livro viajo pelo cemitério dos livros, o local em que os livros têm alma, da alma dos livros para a minha, da minha para a tua, da tua para a de tanta gente e todas são minhas, em todas bebo a vida.
e sou gota de água que escorre
e sou raio que atravessa os céus
pedra de gelo que sobressalta
e sou a mão que escreve
sou aquela a quem pouco falta
apenas os olhos teus
a descansar nos meus...
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Guerra
atravesso a serra
mais uma vez
bruma, água, sol, gelo
música
hoje não me apetecem suavidades
em combate pelas minhas verdades
cada sentido desperto
animal encoberto
sai à rua
raiva nua
desço a serra
baixo a música
desligo a guerra
sinto sempre...
Tanto..
mais uma vez
bruma, água, sol, gelo
música
hoje não me apetecem suavidades
em combate pelas minhas verdades
cada sentido desperto
animal encoberto
sai à rua
raiva nua
desço a serra
baixo a música
desligo a guerra
sinto sempre...
Tanto..
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Fuga
E se eu fugir
E se eu seguir
Esta aragem
E iniciar a viagem…
Quem me dera partir sem destino
Dar asas ao desatino
Fazer o que me dá na gana
Não me preocupar com ninguém
Ser eu e ir mais além…
E se eu seguir
Esta aragem
E iniciar a viagem…
Quem me dera partir sem destino
Dar asas ao desatino
Fazer o que me dá na gana
Não me preocupar com ninguém
Ser eu e ir mais além…
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Desencontro
Vidas assim
desencontradas
em que
nunca
nada
parece certo
e se hoje
parece que sim
e o coração
está aberto
o amanhã
diz que não
e tudo parece incerto…
desencontro-me
em cada esquina
perco-me de vista
em cada colina
o longe perto
longe o certo
raios levem
a bolina!
desencontradas
em que
nunca
nada
parece certo
e se hoje
parece que sim
e o coração
está aberto
o amanhã
diz que não
e tudo parece incerto…
desencontro-me
em cada esquina
perco-me de vista
em cada colina
o longe perto
longe o certo
raios levem
a bolina!
domingo, 23 de novembro de 2008
Rio
assim
ao fim do dia
chega-me esta nostalgia
esta incompletude
vem com o frio
como que a dizer
que o calor do sol
não chegou à alma
e que sob a calma...
o meu rio corre
para longe
profundo...
Nele me afundo.
ao fim do dia
chega-me esta nostalgia
esta incompletude
vem com o frio
como que a dizer
que o calor do sol
não chegou à alma
e que sob a calma...
o meu rio corre
para longe
profundo...
Nele me afundo.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Alforria
Não gosto de imposições
Nem de teorias
Nem de bajulações
Não gosto de prisões
Nem de gaiolas
Nem de grandes salões
Nem de grandes figurões
Não gosto de filosofias
Nem de certezas
Nem de realezas
Não tenho fobias
Gosto de rir com gosto
Do sol no rosto
da praia marinha quando
é Agosto
Da lua na rua
Do quente do lar
de te sentir meu par
quando a palavra é nua
Gosto dos meus botões
quando rimam com as minhas solidões
E gosto do meu quintal
coisa só minha
feudo meu ser
onde sou rainha...
(publicado aqui pela segunda vez... Apeteceu-me)
Nem de teorias
Nem de bajulações
Não gosto de prisões
Nem de gaiolas
Nem de grandes salões
Nem de grandes figurões
Não gosto de filosofias
Nem de certezas
Nem de realezas
Não tenho fobias
Gosto de rir com gosto
Do sol no rosto
da praia marinha quando
é Agosto
Da lua na rua
Do quente do lar
de te sentir meu par
quando a palavra é nua
Gosto dos meus botões
quando rimam com as minhas solidões
E gosto do meu quintal
coisa só minha
feudo meu ser
onde sou rainha...
(publicado aqui pela segunda vez... Apeteceu-me)
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