sobe por mim a palavra
impõe-se
mistura-se com o travo a laranja
empurra o gesto quotidiano
despido, repetido e vão
pede além
e eu...
imersa na confusão
sou horário, tarefa, obrigação
esqueço essência, sonho e ilusão
amanhã... talvez
domingo, 16 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Pena
Se esta pena fosse leve
soprava-a para longe
mas a brisa não passa
e ela aqui a pairar-me
a tornar-me a dita breve
Por mais que lhe faça sinais
sente-se em casa aqui
assentou arraiais...
soprava-a para longe
mas a brisa não passa
e ela aqui a pairar-me
a tornar-me a dita breve
Por mais que lhe faça sinais
sente-se em casa aqui
assentou arraiais...
domingo, 9 de novembro de 2008
Devaneio
na minha fortaleza de silêncio
paz e recolhimento
ouço os
devaneios do pensamento...
transporto-me
para onde fui feliz
para tudo o que fiz
para onde chorei
para tudo o que dei
para o que recebi
o sol incide em tudo o que vejo
nalgum ponto estou eu
no quebra-cabeças da vida
incerta do que almejo...
paz e recolhimento
ouço os
devaneios do pensamento...
transporto-me
para onde fui feliz
para tudo o que fiz
para onde chorei
para tudo o que dei
para o que recebi
o sol incide em tudo o que vejo
nalgum ponto estou eu
no quebra-cabeças da vida
incerta do que almejo...
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Amores Perfeitos
inspiro a noite serena
imagino-me em múltiplos lugares...
voar na imensidão
sem adeus ou prisão
beber a água mais pura
esconjurar a vida dura
e amar
sem definição
sem dor,aperto ou conjura
amar perfeição
ah! Os amores perfeitos que ornam os jardins...
imagino-me em múltiplos lugares...
voar na imensidão
sem adeus ou prisão
beber a água mais pura
esconjurar a vida dura
e amar
sem definição
sem dor,aperto ou conjura
amar perfeição
ah! Os amores perfeitos que ornam os jardins...
domingo, 2 de novembro de 2008
Paragem
Vai parar e eu vou entrar
Sem conhecer o destino
quero embarcar
o mapa na ponta dos olhos
a rota traçada no peito
o leme de qualquer jeito
Cheira a lume na noite fria
árvores que se espalham no ar
é nesta embarcagem que vou
da vida que aqui parou
do cheiro que me chegou
das estrelas que os meus olhos contam
do sabor amargo que sou...
Sem conhecer o destino
quero embarcar
o mapa na ponta dos olhos
a rota traçada no peito
o leme de qualquer jeito
Cheira a lume na noite fria
árvores que se espalham no ar
é nesta embarcagem que vou
da vida que aqui parou
do cheiro que me chegou
das estrelas que os meus olhos contam
do sabor amargo que sou...
Passagem
segue a vida devagar
vejo-a passar quieta
e deixo a porta aberta
ao que me quer ensinar
vejo passar gente...
gente que entra e sai
gente que se detém
sou passagem e paragem
sou gente que me passou
sou gente que me ficou
sou aquela que riu e chorou
sou confluência, entroncamento
sou regozijo e lamento
sou sílaba que se quer soltar
mágoa oculta que me quer atar
carrego a minha bagagem
e vejo a vida passar...
quem sabe se vai parar...
vejo-a passar quieta
e deixo a porta aberta
ao que me quer ensinar
vejo passar gente...
gente que entra e sai
gente que se detém
sou passagem e paragem
sou gente que me passou
sou gente que me ficou
sou aquela que riu e chorou
sou confluência, entroncamento
sou regozijo e lamento
sou sílaba que se quer soltar
mágoa oculta que me quer atar
carrego a minha bagagem
e vejo a vida passar...
quem sabe se vai parar...
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Chuva
lá fora
bate ritmada a chuva fria
cá dentro
no ainda calor da noite
amanheço na madrugada sonhada
que nunca será nossa
enrosco-me no meu pensamento
fecho os olhos ao dia que quer chegar
neste torpor dolente
a tristeza passa rente.
bate ritmada a chuva fria
cá dentro
no ainda calor da noite
amanheço na madrugada sonhada
que nunca será nossa
enrosco-me no meu pensamento
fecho os olhos ao dia que quer chegar
neste torpor dolente
a tristeza passa rente.
Subscrever:
Mensagens (Atom)