na minha fortaleza de silêncio
paz e recolhimento
ouço os
devaneios do pensamento...
transporto-me
para onde fui feliz
para tudo o que fiz
para onde chorei
para tudo o que dei
para o que recebi
o sol incide em tudo o que vejo
nalgum ponto estou eu
no quebra-cabeças da vida
incerta do que almejo...
domingo, 9 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Amores Perfeitos
inspiro a noite serena
imagino-me em múltiplos lugares...
voar na imensidão
sem adeus ou prisão
beber a água mais pura
esconjurar a vida dura
e amar
sem definição
sem dor,aperto ou conjura
amar perfeição
ah! Os amores perfeitos que ornam os jardins...
imagino-me em múltiplos lugares...
voar na imensidão
sem adeus ou prisão
beber a água mais pura
esconjurar a vida dura
e amar
sem definição
sem dor,aperto ou conjura
amar perfeição
ah! Os amores perfeitos que ornam os jardins...
domingo, 2 de novembro de 2008
Paragem
Vai parar e eu vou entrar
Sem conhecer o destino
quero embarcar
o mapa na ponta dos olhos
a rota traçada no peito
o leme de qualquer jeito
Cheira a lume na noite fria
árvores que se espalham no ar
é nesta embarcagem que vou
da vida que aqui parou
do cheiro que me chegou
das estrelas que os meus olhos contam
do sabor amargo que sou...
Sem conhecer o destino
quero embarcar
o mapa na ponta dos olhos
a rota traçada no peito
o leme de qualquer jeito
Cheira a lume na noite fria
árvores que se espalham no ar
é nesta embarcagem que vou
da vida que aqui parou
do cheiro que me chegou
das estrelas que os meus olhos contam
do sabor amargo que sou...
Passagem
segue a vida devagar
vejo-a passar quieta
e deixo a porta aberta
ao que me quer ensinar
vejo passar gente...
gente que entra e sai
gente que se detém
sou passagem e paragem
sou gente que me passou
sou gente que me ficou
sou aquela que riu e chorou
sou confluência, entroncamento
sou regozijo e lamento
sou sílaba que se quer soltar
mágoa oculta que me quer atar
carrego a minha bagagem
e vejo a vida passar...
quem sabe se vai parar...
vejo-a passar quieta
e deixo a porta aberta
ao que me quer ensinar
vejo passar gente...
gente que entra e sai
gente que se detém
sou passagem e paragem
sou gente que me passou
sou gente que me ficou
sou aquela que riu e chorou
sou confluência, entroncamento
sou regozijo e lamento
sou sílaba que se quer soltar
mágoa oculta que me quer atar
carrego a minha bagagem
e vejo a vida passar...
quem sabe se vai parar...
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Chuva
lá fora
bate ritmada a chuva fria
cá dentro
no ainda calor da noite
amanheço na madrugada sonhada
que nunca será nossa
enrosco-me no meu pensamento
fecho os olhos ao dia que quer chegar
neste torpor dolente
a tristeza passa rente.
bate ritmada a chuva fria
cá dentro
no ainda calor da noite
amanheço na madrugada sonhada
que nunca será nossa
enrosco-me no meu pensamento
fecho os olhos ao dia que quer chegar
neste torpor dolente
a tristeza passa rente.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Nevoeiro
em nevoeiro enredada
subo a serra
tudo é bruma
e maresia
submersa a terra
viajante solitária
desbravo o vago
adivinhando rotas
sentindo o cheiro
da água que tudo fecunda
e que vingará as vagens
adormecidas
no meio do nada
prossigo a viagem
não quero miragem, margem
sequer paragem
só caminhar
sem descanso
envolta em água
palavra e ar...
Pareço voar!
subo a serra
tudo é bruma
e maresia
submersa a terra
viajante solitária
desbravo o vago
adivinhando rotas
sentindo o cheiro
da água que tudo fecunda
e que vingará as vagens
adormecidas
no meio do nada
prossigo a viagem
não quero miragem, margem
sequer paragem
só caminhar
sem descanso
envolta em água
palavra e ar...
Pareço voar!
domingo, 26 de outubro de 2008
S
sol...
silêncio...
serenidade...
sou só
senhora dos sons
sábia dos silêncios
sôfrega na saudade...
semeio searas na solidão
sinal singular...
fica por aí... no ar....
silêncio...
serenidade...
sou só
senhora dos sons
sábia dos silêncios
sôfrega na saudade...
semeio searas na solidão
sinal singular...
fica por aí... no ar....
Subscrever:
Mensagens (Atom)