Vai parar e eu vou entrar
Sem conhecer o destino
quero embarcar
o mapa na ponta dos olhos
a rota traçada no peito
o leme de qualquer jeito
Cheira a lume na noite fria
árvores que se espalham no ar
é nesta embarcagem que vou
da vida que aqui parou
do cheiro que me chegou
das estrelas que os meus olhos contam
do sabor amargo que sou...
domingo, 2 de novembro de 2008
Passagem
segue a vida devagar
vejo-a passar quieta
e deixo a porta aberta
ao que me quer ensinar
vejo passar gente...
gente que entra e sai
gente que se detém
sou passagem e paragem
sou gente que me passou
sou gente que me ficou
sou aquela que riu e chorou
sou confluência, entroncamento
sou regozijo e lamento
sou sílaba que se quer soltar
mágoa oculta que me quer atar
carrego a minha bagagem
e vejo a vida passar...
quem sabe se vai parar...
vejo-a passar quieta
e deixo a porta aberta
ao que me quer ensinar
vejo passar gente...
gente que entra e sai
gente que se detém
sou passagem e paragem
sou gente que me passou
sou gente que me ficou
sou aquela que riu e chorou
sou confluência, entroncamento
sou regozijo e lamento
sou sílaba que se quer soltar
mágoa oculta que me quer atar
carrego a minha bagagem
e vejo a vida passar...
quem sabe se vai parar...
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Chuva
lá fora
bate ritmada a chuva fria
cá dentro
no ainda calor da noite
amanheço na madrugada sonhada
que nunca será nossa
enrosco-me no meu pensamento
fecho os olhos ao dia que quer chegar
neste torpor dolente
a tristeza passa rente.
bate ritmada a chuva fria
cá dentro
no ainda calor da noite
amanheço na madrugada sonhada
que nunca será nossa
enrosco-me no meu pensamento
fecho os olhos ao dia que quer chegar
neste torpor dolente
a tristeza passa rente.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Nevoeiro
em nevoeiro enredada
subo a serra
tudo é bruma
e maresia
submersa a terra
viajante solitária
desbravo o vago
adivinhando rotas
sentindo o cheiro
da água que tudo fecunda
e que vingará as vagens
adormecidas
no meio do nada
prossigo a viagem
não quero miragem, margem
sequer paragem
só caminhar
sem descanso
envolta em água
palavra e ar...
Pareço voar!
subo a serra
tudo é bruma
e maresia
submersa a terra
viajante solitária
desbravo o vago
adivinhando rotas
sentindo o cheiro
da água que tudo fecunda
e que vingará as vagens
adormecidas
no meio do nada
prossigo a viagem
não quero miragem, margem
sequer paragem
só caminhar
sem descanso
envolta em água
palavra e ar...
Pareço voar!
domingo, 26 de outubro de 2008
S
sol...
silêncio...
serenidade...
sou só
senhora dos sons
sábia dos silêncios
sôfrega na saudade...
semeio searas na solidão
sinal singular...
fica por aí... no ar....
silêncio...
serenidade...
sou só
senhora dos sons
sábia dos silêncios
sôfrega na saudade...
semeio searas na solidão
sinal singular...
fica por aí... no ar....
sábado, 25 de outubro de 2008
Testemunha
abarco o céu com o olhar
respiro a serra
sempre a mesma vista
diferente o mirar
a paisagem assiste-me
sente-me mudar
abriga-me na sua vastidão
mostra-me na sua plenitude
tudo aquilo que é vão.
respiro a serra
sempre a mesma vista
diferente o mirar
a paisagem assiste-me
sente-me mudar
abriga-me na sua vastidão
mostra-me na sua plenitude
tudo aquilo que é vão.
domingo, 19 de outubro de 2008
Sossego
Corre-me a paz por dentro
espraia-se e faz-me ser...
saboreio o momento
solto o pensamento
gosto dos meus dias assim
soma de quase nadas
em que semeio vagens de brilho
sem que a rota esteja feita
sigo o meu trilho...
espraia-se e faz-me ser...
saboreio o momento
solto o pensamento
gosto dos meus dias assim
soma de quase nadas
em que semeio vagens de brilho
sem que a rota esteja feita
sigo o meu trilho...
Subscrever:
Mensagens (Atom)