em nevoeiro enredada
subo a serra
tudo é bruma
e maresia
submersa a terra
viajante solitária
desbravo o vago
adivinhando rotas
sentindo o cheiro
da água que tudo fecunda
e que vingará as vagens
adormecidas
no meio do nada
prossigo a viagem
não quero miragem, margem
sequer paragem
só caminhar
sem descanso
envolta em água
palavra e ar...
Pareço voar!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
S
sol...
silêncio...
serenidade...
sou só
senhora dos sons
sábia dos silêncios
sôfrega na saudade...
semeio searas na solidão
sinal singular...
fica por aí... no ar....
silêncio...
serenidade...
sou só
senhora dos sons
sábia dos silêncios
sôfrega na saudade...
semeio searas na solidão
sinal singular...
fica por aí... no ar....
sábado, 25 de outubro de 2008
Testemunha
abarco o céu com o olhar
respiro a serra
sempre a mesma vista
diferente o mirar
a paisagem assiste-me
sente-me mudar
abriga-me na sua vastidão
mostra-me na sua plenitude
tudo aquilo que é vão.
respiro a serra
sempre a mesma vista
diferente o mirar
a paisagem assiste-me
sente-me mudar
abriga-me na sua vastidão
mostra-me na sua plenitude
tudo aquilo que é vão.
domingo, 19 de outubro de 2008
Sossego
Corre-me a paz por dentro
espraia-se e faz-me ser...
saboreio o momento
solto o pensamento
gosto dos meus dias assim
soma de quase nadas
em que semeio vagens de brilho
sem que a rota esteja feita
sigo o meu trilho...
espraia-se e faz-me ser...
saboreio o momento
solto o pensamento
gosto dos meus dias assim
soma de quase nadas
em que semeio vagens de brilho
sem que a rota esteja feita
sigo o meu trilho...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Cansaço
cai-me o último alento
vejo de dentro a noite
apetecem-me os seus mistérios...
que me lavem a alma
que me levem os cansaços
que feitos mar de sargaços
se enrodilham em mim
imersa no teu negrume
voarei mundos sem fim.
vejo de dentro a noite
apetecem-me os seus mistérios...
que me lavem a alma
que me levem os cansaços
que feitos mar de sargaços
se enrodilham em mim
imersa no teu negrume
voarei mundos sem fim.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Desejo
No silêncio da casa
meus pensamentos à solta
arrastam-me na confusão...
quero ser folha ao vento
estrela sem firmamento
ser que dorme ao relento
Nada para me apertar
Nada de que me apartar
Só este existir assim
Sem propósito, meta ou fim.
meus pensamentos à solta
arrastam-me na confusão...
quero ser folha ao vento
estrela sem firmamento
ser que dorme ao relento
Nada para me apertar
Nada de que me apartar
Só este existir assim
Sem propósito, meta ou fim.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Crepúsculo
Vai partindo a luz do dia
No horizonte rosado
meus olhos vêem quimeras...
Felicidades antigas
Sussurros perdidos
Palavras esboroadas
Tudo num baile cá dentro
em melodias desafinadas
Deixo entrar a escuridão
no salão abandonado...
No horizonte rosado
meus olhos vêem quimeras...
Felicidades antigas
Sussurros perdidos
Palavras esboroadas
Tudo num baile cá dentro
em melodias desafinadas
Deixo entrar a escuridão
no salão abandonado...
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