cai-me o último alento
vejo de dentro a noite
apetecem-me os seus mistérios...
que me lavem a alma
que me levem os cansaços
que feitos mar de sargaços
se enrodilham em mim
imersa no teu negrume
voarei mundos sem fim.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Desejo
No silêncio da casa
meus pensamentos à solta
arrastam-me na confusão...
quero ser folha ao vento
estrela sem firmamento
ser que dorme ao relento
Nada para me apertar
Nada de que me apartar
Só este existir assim
Sem propósito, meta ou fim.
meus pensamentos à solta
arrastam-me na confusão...
quero ser folha ao vento
estrela sem firmamento
ser que dorme ao relento
Nada para me apertar
Nada de que me apartar
Só este existir assim
Sem propósito, meta ou fim.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Crepúsculo
Vai partindo a luz do dia
No horizonte rosado
meus olhos vêem quimeras...
Felicidades antigas
Sussurros perdidos
Palavras esboroadas
Tudo num baile cá dentro
em melodias desafinadas
Deixo entrar a escuridão
no salão abandonado...
No horizonte rosado
meus olhos vêem quimeras...
Felicidades antigas
Sussurros perdidos
Palavras esboroadas
Tudo num baile cá dentro
em melodias desafinadas
Deixo entrar a escuridão
no salão abandonado...
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Madrugada
Foi o vento que me acordou
A chuva veio de noite
e molhou o meu desassossego
sonhos embrulhados
em calor, mágoa e nada
Vendaval que trazes o dia
Sopra os meus sonhos na lonjura
Semeia-os por aí...
Eu quero dormir sossegada.
A chuva veio de noite
e molhou o meu desassossego
sonhos embrulhados
em calor, mágoa e nada
Vendaval que trazes o dia
Sopra os meus sonhos na lonjura
Semeia-os por aí...
Eu quero dormir sossegada.
domingo, 5 de outubro de 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
Prece
Ao longe a música
Vultos que se mexem na noite
Festa no relento outonal
Queria ser ponto insiginificante
no universo astral
Ser só luz que alumia
Era o que eu mais queria
Lá no alto
não me chegava a alegria...
Mas a dor, também não a sabia.
Vultos que se mexem na noite
Festa no relento outonal
Queria ser ponto insiginificante
no universo astral
Ser só luz que alumia
Era o que eu mais queria
Lá no alto
não me chegava a alegria...
Mas a dor, também não a sabia.
Reciclagem
Deita as palavras no lixo!
Bem sei que as alindaste para mim
escolhidas uma a uma na gaveta a abarrotar
e que as encostaste do jeito que só tu sabes...
De todas guarda apenas a palavra paz
escreve-a em ti a tinta permanente
Deixa vir Outonos, ventos, tempestades
Deixa voar folhas amarelecidas
Sê persistente!
venham mortes, venham vidas
Tu estás em ti!
O resto são só restos...
Bem sei que as alindaste para mim
escolhidas uma a uma na gaveta a abarrotar
e que as encostaste do jeito que só tu sabes...
De todas guarda apenas a palavra paz
escreve-a em ti a tinta permanente
Deixa vir Outonos, ventos, tempestades
Deixa voar folhas amarelecidas
Sê persistente!
venham mortes, venham vidas
Tu estás em ti!
O resto são só restos...
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