Vai partindo a luz do dia
No horizonte rosado
meus olhos vêem quimeras...
Felicidades antigas
Sussurros perdidos
Palavras esboroadas
Tudo num baile cá dentro
em melodias desafinadas
Deixo entrar a escuridão
no salão abandonado...
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Madrugada
Foi o vento que me acordou
A chuva veio de noite
e molhou o meu desassossego
sonhos embrulhados
em calor, mágoa e nada
Vendaval que trazes o dia
Sopra os meus sonhos na lonjura
Semeia-os por aí...
Eu quero dormir sossegada.
A chuva veio de noite
e molhou o meu desassossego
sonhos embrulhados
em calor, mágoa e nada
Vendaval que trazes o dia
Sopra os meus sonhos na lonjura
Semeia-os por aí...
Eu quero dormir sossegada.
domingo, 5 de outubro de 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
Prece
Ao longe a música
Vultos que se mexem na noite
Festa no relento outonal
Queria ser ponto insiginificante
no universo astral
Ser só luz que alumia
Era o que eu mais queria
Lá no alto
não me chegava a alegria...
Mas a dor, também não a sabia.
Vultos que se mexem na noite
Festa no relento outonal
Queria ser ponto insiginificante
no universo astral
Ser só luz que alumia
Era o que eu mais queria
Lá no alto
não me chegava a alegria...
Mas a dor, também não a sabia.
Reciclagem
Deita as palavras no lixo!
Bem sei que as alindaste para mim
escolhidas uma a uma na gaveta a abarrotar
e que as encostaste do jeito que só tu sabes...
De todas guarda apenas a palavra paz
escreve-a em ti a tinta permanente
Deixa vir Outonos, ventos, tempestades
Deixa voar folhas amarelecidas
Sê persistente!
venham mortes, venham vidas
Tu estás em ti!
O resto são só restos...
Bem sei que as alindaste para mim
escolhidas uma a uma na gaveta a abarrotar
e que as encostaste do jeito que só tu sabes...
De todas guarda apenas a palavra paz
escreve-a em ti a tinta permanente
Deixa vir Outonos, ventos, tempestades
Deixa voar folhas amarelecidas
Sê persistente!
venham mortes, venham vidas
Tu estás em ti!
O resto são só restos...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Cansaço
É tão longa a caminhada
Tão sinuoso o caminho
Mais uma encruzilhada...
Não me apetece escolher
Não me apetece andar
Não me apetece nada!
Vou ficar aqui a dormir
vou na próxima nau
talvez me apeteça partir...
Observo os viajantes
Com uma ponta de nostalgia
Também assim fui um dia...
Tão sinuoso o caminho
Mais uma encruzilhada...
Não me apetece escolher
Não me apetece andar
Não me apetece nada!
Vou ficar aqui a dormir
vou na próxima nau
talvez me apeteça partir...
Observo os viajantes
Com uma ponta de nostalgia
Também assim fui um dia...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Meio Sentir
Cai a noite
A vida de todos os dias segue a sua vida...
E eu deixo-a ir
Parece fácil viver
É só respirar
E não pensar em ser
Não querer mais
Não sentir mais
Só a medida certa
A porta meio aberta
Só o meio ter
Para não doer.
A vida de todos os dias segue a sua vida...
E eu deixo-a ir
Parece fácil viver
É só respirar
E não pensar em ser
Não querer mais
Não sentir mais
Só a medida certa
A porta meio aberta
Só o meio ter
Para não doer.
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