Ao longe a música
Vultos que se mexem na noite
Festa no relento outonal
Queria ser ponto insiginificante
no universo astral
Ser só luz que alumia
Era o que eu mais queria
Lá no alto
não me chegava a alegria...
Mas a dor, também não a sabia.
sábado, 4 de outubro de 2008
Reciclagem
Deita as palavras no lixo!
Bem sei que as alindaste para mim
escolhidas uma a uma na gaveta a abarrotar
e que as encostaste do jeito que só tu sabes...
De todas guarda apenas a palavra paz
escreve-a em ti a tinta permanente
Deixa vir Outonos, ventos, tempestades
Deixa voar folhas amarelecidas
Sê persistente!
venham mortes, venham vidas
Tu estás em ti!
O resto são só restos...
Bem sei que as alindaste para mim
escolhidas uma a uma na gaveta a abarrotar
e que as encostaste do jeito que só tu sabes...
De todas guarda apenas a palavra paz
escreve-a em ti a tinta permanente
Deixa vir Outonos, ventos, tempestades
Deixa voar folhas amarelecidas
Sê persistente!
venham mortes, venham vidas
Tu estás em ti!
O resto são só restos...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Cansaço
É tão longa a caminhada
Tão sinuoso o caminho
Mais uma encruzilhada...
Não me apetece escolher
Não me apetece andar
Não me apetece nada!
Vou ficar aqui a dormir
vou na próxima nau
talvez me apeteça partir...
Observo os viajantes
Com uma ponta de nostalgia
Também assim fui um dia...
Tão sinuoso o caminho
Mais uma encruzilhada...
Não me apetece escolher
Não me apetece andar
Não me apetece nada!
Vou ficar aqui a dormir
vou na próxima nau
talvez me apeteça partir...
Observo os viajantes
Com uma ponta de nostalgia
Também assim fui um dia...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Meio Sentir
Cai a noite
A vida de todos os dias segue a sua vida...
E eu deixo-a ir
Parece fácil viver
É só respirar
E não pensar em ser
Não querer mais
Não sentir mais
Só a medida certa
A porta meio aberta
Só o meio ter
Para não doer.
A vida de todos os dias segue a sua vida...
E eu deixo-a ir
Parece fácil viver
É só respirar
E não pensar em ser
Não querer mais
Não sentir mais
Só a medida certa
A porta meio aberta
Só o meio ter
Para não doer.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Quadras quotidianas
Mais um dia...
A luz a incidir no mundo lá fora
Parece tudo tão igual
E sinto-o tão diferente agora
A ilusão da vida simples
O apego ao que é "normal"
Nos meus olhos o filtro
com que observo o real
vou juntar-me à multidão
que labora sem cessar
No corre-corre do pão
Sem tempo para pensar
só nos meus olhos da alma
poderás ver a tristeza
Aí sou toda inteira
não finjo, nem que queira
aí todos os meus fracassos
todos os meus contentamentos
os meus sorrisos
os meus lamentos
Saio de cabeça levantada
Mergulho na vida que passa...
A luz a incidir no mundo lá fora
Parece tudo tão igual
E sinto-o tão diferente agora
A ilusão da vida simples
O apego ao que é "normal"
Nos meus olhos o filtro
com que observo o real
vou juntar-me à multidão
que labora sem cessar
No corre-corre do pão
Sem tempo para pensar
só nos meus olhos da alma
poderás ver a tristeza
Aí sou toda inteira
não finjo, nem que queira
aí todos os meus fracassos
todos os meus contentamentos
os meus sorrisos
os meus lamentos
Saio de cabeça levantada
Mergulho na vida que passa...
domingo, 28 de setembro de 2008
Redemoinho
Nas árvores hoje ouve-se o mar...
Foi a tempestade que o trouxe...
Vês? As marés são imprevisíveis
Hoje ouço o mar no meu castelo
Tenho conchas no cabelo
e relâmpagos no olhar
Deixo-me ir na maré alta
o leme não me faz falta
sou mais um ser na correnteza...
Ao sabor do que não sei
A mando de qualquer rei...
Foi a tempestade que o trouxe...
Vês? As marés são imprevisíveis
Hoje ouço o mar no meu castelo
Tenho conchas no cabelo
e relâmpagos no olhar
Deixo-me ir na maré alta
o leme não me faz falta
sou mais um ser na correnteza...
Ao sabor do que não sei
A mando de qualquer rei...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Aconchego
Embrulho-me em ti noite
Aqueço-me nas minhas palavras
Invade-me este frio
que não consigo evitar
Restam apenas estas sílabas
com que sonho poesia
amornam-me este meu ser
até chegar o dia...
Aqueço-me nas minhas palavras
Invade-me este frio
que não consigo evitar
Restam apenas estas sílabas
com que sonho poesia
amornam-me este meu ser
até chegar o dia...
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