É tão longa a caminhada
Tão sinuoso o caminho
Mais uma encruzilhada...
Não me apetece escolher
Não me apetece andar
Não me apetece nada!
Vou ficar aqui a dormir
vou na próxima nau
talvez me apeteça partir...
Observo os viajantes
Com uma ponta de nostalgia
Também assim fui um dia...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Meio Sentir
Cai a noite
A vida de todos os dias segue a sua vida...
E eu deixo-a ir
Parece fácil viver
É só respirar
E não pensar em ser
Não querer mais
Não sentir mais
Só a medida certa
A porta meio aberta
Só o meio ter
Para não doer.
A vida de todos os dias segue a sua vida...
E eu deixo-a ir
Parece fácil viver
É só respirar
E não pensar em ser
Não querer mais
Não sentir mais
Só a medida certa
A porta meio aberta
Só o meio ter
Para não doer.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Quadras quotidianas
Mais um dia...
A luz a incidir no mundo lá fora
Parece tudo tão igual
E sinto-o tão diferente agora
A ilusão da vida simples
O apego ao que é "normal"
Nos meus olhos o filtro
com que observo o real
vou juntar-me à multidão
que labora sem cessar
No corre-corre do pão
Sem tempo para pensar
só nos meus olhos da alma
poderás ver a tristeza
Aí sou toda inteira
não finjo, nem que queira
aí todos os meus fracassos
todos os meus contentamentos
os meus sorrisos
os meus lamentos
Saio de cabeça levantada
Mergulho na vida que passa...
A luz a incidir no mundo lá fora
Parece tudo tão igual
E sinto-o tão diferente agora
A ilusão da vida simples
O apego ao que é "normal"
Nos meus olhos o filtro
com que observo o real
vou juntar-me à multidão
que labora sem cessar
No corre-corre do pão
Sem tempo para pensar
só nos meus olhos da alma
poderás ver a tristeza
Aí sou toda inteira
não finjo, nem que queira
aí todos os meus fracassos
todos os meus contentamentos
os meus sorrisos
os meus lamentos
Saio de cabeça levantada
Mergulho na vida que passa...
domingo, 28 de setembro de 2008
Redemoinho
Nas árvores hoje ouve-se o mar...
Foi a tempestade que o trouxe...
Vês? As marés são imprevisíveis
Hoje ouço o mar no meu castelo
Tenho conchas no cabelo
e relâmpagos no olhar
Deixo-me ir na maré alta
o leme não me faz falta
sou mais um ser na correnteza...
Ao sabor do que não sei
A mando de qualquer rei...
Foi a tempestade que o trouxe...
Vês? As marés são imprevisíveis
Hoje ouço o mar no meu castelo
Tenho conchas no cabelo
e relâmpagos no olhar
Deixo-me ir na maré alta
o leme não me faz falta
sou mais um ser na correnteza...
Ao sabor do que não sei
A mando de qualquer rei...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Aconchego
Embrulho-me em ti noite
Aqueço-me nas minhas palavras
Invade-me este frio
que não consigo evitar
Restam apenas estas sílabas
com que sonho poesia
amornam-me este meu ser
até chegar o dia...
Aqueço-me nas minhas palavras
Invade-me este frio
que não consigo evitar
Restam apenas estas sílabas
com que sonho poesia
amornam-me este meu ser
até chegar o dia...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Alforria
Não gosto de imposições
Nem de teorias
Nem de bajulações
Não gosto de prisões
Nem de gaiolas
Nem de grandes salões
Nem de grandes figurões
Não gosto de filosofias
Nem de certezas
Nem de realezas
Não tenho fobias
Gosto de rir com gosto
Do sol no rosto
da praia marinha quando
é Agosto
Da lua na rua
Do quente do lar
de te sentir meu par
quando a palavra é nua
Gosto dos meus botões
quando rimam com as minhas solidões
E gosto do meu quintal
coisa só minha
feudo meu ser
onde sou rainha...
Nem de teorias
Nem de bajulações
Não gosto de prisões
Nem de gaiolas
Nem de grandes salões
Nem de grandes figurões
Não gosto de filosofias
Nem de certezas
Nem de realezas
Não tenho fobias
Gosto de rir com gosto
Do sol no rosto
da praia marinha quando
é Agosto
Da lua na rua
Do quente do lar
de te sentir meu par
quando a palavra é nua
Gosto dos meus botões
quando rimam com as minhas solidões
E gosto do meu quintal
coisa só minha
feudo meu ser
onde sou rainha...
Deambulação
Aí pelo ar fesco de Outono
Aí pela rua
Aí no meio das luzes dos carros
Aí no no barulho da noite
Por aí ...
Vagueia a minha alma
Nua
Deambula a esmo
Nos seus olhos nenhuma procura
Nada espera, nada quer, nada sente
Apenas a tranquilidade a tortura
De tudo triste, de tudo contente
Ela passa assim
qual folha levada pelo ar
sem rota definida...
Deixem-na passar!
Está cansada e leva-me a mim.
Aí pela rua
Aí no meio das luzes dos carros
Aí no no barulho da noite
Por aí ...
Vagueia a minha alma
Nua
Deambula a esmo
Nos seus olhos nenhuma procura
Nada espera, nada quer, nada sente
Apenas a tranquilidade a tortura
De tudo triste, de tudo contente
Ela passa assim
qual folha levada pelo ar
sem rota definida...
Deixem-na passar!
Está cansada e leva-me a mim.
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