Nas árvores hoje ouve-se o mar...
Foi a tempestade que o trouxe...
Vês? As marés são imprevisíveis
Hoje ouço o mar no meu castelo
Tenho conchas no cabelo
e relâmpagos no olhar
Deixo-me ir na maré alta
o leme não me faz falta
sou mais um ser na correnteza...
Ao sabor do que não sei
A mando de qualquer rei...
domingo, 28 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Aconchego
Embrulho-me em ti noite
Aqueço-me nas minhas palavras
Invade-me este frio
que não consigo evitar
Restam apenas estas sílabas
com que sonho poesia
amornam-me este meu ser
até chegar o dia...
Aqueço-me nas minhas palavras
Invade-me este frio
que não consigo evitar
Restam apenas estas sílabas
com que sonho poesia
amornam-me este meu ser
até chegar o dia...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Alforria
Não gosto de imposições
Nem de teorias
Nem de bajulações
Não gosto de prisões
Nem de gaiolas
Nem de grandes salões
Nem de grandes figurões
Não gosto de filosofias
Nem de certezas
Nem de realezas
Não tenho fobias
Gosto de rir com gosto
Do sol no rosto
da praia marinha quando
é Agosto
Da lua na rua
Do quente do lar
de te sentir meu par
quando a palavra é nua
Gosto dos meus botões
quando rimam com as minhas solidões
E gosto do meu quintal
coisa só minha
feudo meu ser
onde sou rainha...
Nem de teorias
Nem de bajulações
Não gosto de prisões
Nem de gaiolas
Nem de grandes salões
Nem de grandes figurões
Não gosto de filosofias
Nem de certezas
Nem de realezas
Não tenho fobias
Gosto de rir com gosto
Do sol no rosto
da praia marinha quando
é Agosto
Da lua na rua
Do quente do lar
de te sentir meu par
quando a palavra é nua
Gosto dos meus botões
quando rimam com as minhas solidões
E gosto do meu quintal
coisa só minha
feudo meu ser
onde sou rainha...
Deambulação
Aí pelo ar fesco de Outono
Aí pela rua
Aí no meio das luzes dos carros
Aí no no barulho da noite
Por aí ...
Vagueia a minha alma
Nua
Deambula a esmo
Nos seus olhos nenhuma procura
Nada espera, nada quer, nada sente
Apenas a tranquilidade a tortura
De tudo triste, de tudo contente
Ela passa assim
qual folha levada pelo ar
sem rota definida...
Deixem-na passar!
Está cansada e leva-me a mim.
Aí pela rua
Aí no meio das luzes dos carros
Aí no no barulho da noite
Por aí ...
Vagueia a minha alma
Nua
Deambula a esmo
Nos seus olhos nenhuma procura
Nada espera, nada quer, nada sente
Apenas a tranquilidade a tortura
De tudo triste, de tudo contente
Ela passa assim
qual folha levada pelo ar
sem rota definida...
Deixem-na passar!
Está cansada e leva-me a mim.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Urdidura
Olha-me o meu castelo
na manhã serena e leve
O meu pensamento novelo
alonga-se e parece breve
quase Outono
quase Verão
quase morno
quase encandescente
Teço emoções e sílabas
Com os teus fios
Meu coração.
na manhã serena e leve
O meu pensamento novelo
alonga-se e parece breve
quase Outono
quase Verão
quase morno
quase encandescente
Teço emoções e sílabas
Com os teus fios
Meu coração.
domingo, 14 de setembro de 2008
Tempestade
Cheirei-te na noite marinha
Senti-te na tempestade
Sem vela, leme derrotado
Náufrago da tua vontade
Amor de flébil querer
Cego do que quer ver
Viaja assim na miragem
Do que não sabe ser
Perdido nas brumas alterosas
Tacteante da felicidade
Espinhos apenas das rosas
Nesses olhos mareados
Na confusão da viagem
Nesses teus braços cansados...
Senti-te na tempestade
Sem vela, leme derrotado
Náufrago da tua vontade
Amor de flébil querer
Cego do que quer ver
Viaja assim na miragem
Do que não sabe ser
Perdido nas brumas alterosas
Tacteante da felicidade
Espinhos apenas das rosas
Nesses olhos mareados
Na confusão da viagem
Nesses teus braços cansados...
sábado, 13 de setembro de 2008
Noite na alma
Na calada da noite
No frescor da escuridão
a minha alma serena
vaga na imensidão
de estrela em estrela
de brilho em brilho
de planeta em planeta
divaga...
vidas longínquas
palavras antigas
sentires dolentes
restos de cantigas
cantadas em dueto...
tatuadas as letras
no meu peito...
Alma inquieta
viajante do sentir
sossega agora um pouco
Deixa-me dormir...
No frescor da escuridão
a minha alma serena
vaga na imensidão
de estrela em estrela
de brilho em brilho
de planeta em planeta
divaga...
vidas longínquas
palavras antigas
sentires dolentes
restos de cantigas
cantadas em dueto...
tatuadas as letras
no meu peito...
Alma inquieta
viajante do sentir
sossega agora um pouco
Deixa-me dormir...
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