Deixa-me dizer-te
da chuva que cai miúda
sobre o meu coração
deixa-me contar-te
da torrente
que passa
deixa-me narrar-te
a história
que me contaste ao ouvido...
És chuva no meu sequeiro
calor no meu Inverno
És e abrigas-me.
terça-feira, 20 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Farol
no meio da multidão
no labirinto da vida
perco-me em mim
espero um sinal
espraio a vista
na busca de um farol
que me alumie
que me mostre os escolhos
se me apareceres hoje
no meio da multidão
reconhecer-te-ei
ver-me-ei reflectida
no farol dos teus olhos
e guiar-me-ás
em ti
leme de mim
leme de nós.
no labirinto da vida
perco-me em mim
espero um sinal
espraio a vista
na busca de um farol
que me alumie
que me mostre os escolhos
se me apareceres hoje
no meio da multidão
reconhecer-te-ei
ver-me-ei reflectida
no farol dos teus olhos
e guiar-me-ás
em ti
leme de mim
leme de nós.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Partida
Era uma dia como os outros
Era uma vida como as outras
Sempre tudo tão igual...
Quem me leva?
Levem-me de férias de mim...
Já quase me não suporto
longe ganharei saudades
e quando me encontrar comigo
sentirei aquele vago contentamento
do reencontro com alguém querido
mas que passamos bem sem ver
esta vaga tristeza,
este estar alheio ao bem
voltarão....
Era uma vida como as outras
Sempre tudo tão igual...
Quem me leva?
Levem-me de férias de mim...
Já quase me não suporto
longe ganharei saudades
e quando me encontrar comigo
sentirei aquele vago contentamento
do reencontro com alguém querido
mas que passamos bem sem ver
esta vaga tristeza,
este estar alheio ao bem
voltarão....
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Escalada
No cimo da montanha
que se vê do meu coração
estás tu...
pujante, libertino, vivo...
Não grites...
Eu sinto-te...
Do cimo da montanha a nós
vai apenas a distância do querer
E queremos.
que se vê do meu coração
estás tu...
pujante, libertino, vivo...
Não grites...
Eu sinto-te...
Do cimo da montanha a nós
vai apenas a distância do querer
E queremos.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Ocaso
O resto do dia escorre
lentamente
nesta quietude
lá longe
o sol põe-se
alaranjado
amanhã surgirá de novo
vem-me aquela nostalgia
de quando o dia chega ao fim
e falta qualquer coisa
uma vaga orfandade
uma falta de porto,
de aconchego
Como se a minha casa
já estivesse em ti
Como se só tu tivesses a chave que abre a
fechadura reforçada
Como se o ar só entrasse
se tu abrisses as janelas
Como se só pusesse a mesa
de festa, quando viesses
Como se as fragrâncias só me chegassem
através dos teus sentidos
Já se pôs o sol
O dia desprende-se
e as trevas invadem tudo...
Ainda tenho a flor amarela na orelha...
Quero acreditar que o amanhã é um imenso campo de flores
amarelas e azuis.
lentamente
nesta quietude
lá longe
o sol põe-se
alaranjado
amanhã surgirá de novo
vem-me aquela nostalgia
de quando o dia chega ao fim
e falta qualquer coisa
uma vaga orfandade
uma falta de porto,
de aconchego
Como se a minha casa
já estivesse em ti
Como se só tu tivesses a chave que abre a
fechadura reforçada
Como se o ar só entrasse
se tu abrisses as janelas
Como se só pusesse a mesa
de festa, quando viesses
Como se as fragrâncias só me chegassem
através dos teus sentidos
Já se pôs o sol
O dia desprende-se
e as trevas invadem tudo...
Ainda tenho a flor amarela na orelha...
Quero acreditar que o amanhã é um imenso campo de flores
amarelas e azuis.
domingo, 27 de abril de 2008
Love Story
Conta-me histórias... O que eu gosto das tuas histórias! Conta-me como só tu sabes contar, com a voz calma e a tua respiração entrecortada, os olhos nos meus a contar o resto que não cabe nas palavras. Era uma vez um homem, uma mulher... As histórias são todas tão iguais, os sentimentos sempre os mesmos... O amor, a alegria, os beijos, os desencontros, as inseguranças...
Diz-me que no fim ficaram juntos e foram felizes para sempre enquanto durou...
Diz-me que no fim ficaram juntos e foram felizes para sempre enquanto durou...
sábado, 19 de abril de 2008
Viagem
As marés
que vão e tornam
trazem coisas sem fim
Gosto desse movimento incessante
dessas vagas ancestrais
pela praia encontro tesouros
conchas, tábuas, cordas, metais...
No meio do nada
que é muito
procuro tesouros, miragens
espeto uma vela no coração
inicio a minha viagem
na linha do horizonte
comigo por companhia
aspiro a ser água
saibo-me a maresia
Nesta navegação
em mim,
na busca do que nem sei
a brisa traz-me um aroma
prende-me um olhar náufrago
Chegas... Sabes a mar, a descoberta...
És concha, tábua, metal, corda?
Esqueço as definições
não me preocupa o porvir
Embarco nesta viagem
Não quero mapa, nem âncora
O meu leme é só sentir.
que vão e tornam
trazem coisas sem fim
Gosto desse movimento incessante
dessas vagas ancestrais
pela praia encontro tesouros
conchas, tábuas, cordas, metais...
No meio do nada
que é muito
procuro tesouros, miragens
espeto uma vela no coração
inicio a minha viagem
na linha do horizonte
comigo por companhia
aspiro a ser água
saibo-me a maresia
Nesta navegação
em mim,
na busca do que nem sei
a brisa traz-me um aroma
prende-me um olhar náufrago
Chegas... Sabes a mar, a descoberta...
És concha, tábua, metal, corda?
Esqueço as definições
não me preocupa o porvir
Embarco nesta viagem
Não quero mapa, nem âncora
O meu leme é só sentir.
Subscrever:
Mensagens (Atom)