Era uma dia como os outros
Era uma vida como as outras
Sempre tudo tão igual...
Quem me leva?
Levem-me de férias de mim...
Já quase me não suporto
longe ganharei saudades
e quando me encontrar comigo
sentirei aquele vago contentamento
do reencontro com alguém querido
mas que passamos bem sem ver
esta vaga tristeza,
este estar alheio ao bem
voltarão....
quarta-feira, 14 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Escalada
No cimo da montanha
que se vê do meu coração
estás tu...
pujante, libertino, vivo...
Não grites...
Eu sinto-te...
Do cimo da montanha a nós
vai apenas a distância do querer
E queremos.
que se vê do meu coração
estás tu...
pujante, libertino, vivo...
Não grites...
Eu sinto-te...
Do cimo da montanha a nós
vai apenas a distância do querer
E queremos.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Ocaso
O resto do dia escorre
lentamente
nesta quietude
lá longe
o sol põe-se
alaranjado
amanhã surgirá de novo
vem-me aquela nostalgia
de quando o dia chega ao fim
e falta qualquer coisa
uma vaga orfandade
uma falta de porto,
de aconchego
Como se a minha casa
já estivesse em ti
Como se só tu tivesses a chave que abre a
fechadura reforçada
Como se o ar só entrasse
se tu abrisses as janelas
Como se só pusesse a mesa
de festa, quando viesses
Como se as fragrâncias só me chegassem
através dos teus sentidos
Já se pôs o sol
O dia desprende-se
e as trevas invadem tudo...
Ainda tenho a flor amarela na orelha...
Quero acreditar que o amanhã é um imenso campo de flores
amarelas e azuis.
lentamente
nesta quietude
lá longe
o sol põe-se
alaranjado
amanhã surgirá de novo
vem-me aquela nostalgia
de quando o dia chega ao fim
e falta qualquer coisa
uma vaga orfandade
uma falta de porto,
de aconchego
Como se a minha casa
já estivesse em ti
Como se só tu tivesses a chave que abre a
fechadura reforçada
Como se o ar só entrasse
se tu abrisses as janelas
Como se só pusesse a mesa
de festa, quando viesses
Como se as fragrâncias só me chegassem
através dos teus sentidos
Já se pôs o sol
O dia desprende-se
e as trevas invadem tudo...
Ainda tenho a flor amarela na orelha...
Quero acreditar que o amanhã é um imenso campo de flores
amarelas e azuis.
domingo, 27 de abril de 2008
Love Story
Conta-me histórias... O que eu gosto das tuas histórias! Conta-me como só tu sabes contar, com a voz calma e a tua respiração entrecortada, os olhos nos meus a contar o resto que não cabe nas palavras. Era uma vez um homem, uma mulher... As histórias são todas tão iguais, os sentimentos sempre os mesmos... O amor, a alegria, os beijos, os desencontros, as inseguranças...
Diz-me que no fim ficaram juntos e foram felizes para sempre enquanto durou...
Diz-me que no fim ficaram juntos e foram felizes para sempre enquanto durou...
sábado, 19 de abril de 2008
Viagem
As marés
que vão e tornam
trazem coisas sem fim
Gosto desse movimento incessante
dessas vagas ancestrais
pela praia encontro tesouros
conchas, tábuas, cordas, metais...
No meio do nada
que é muito
procuro tesouros, miragens
espeto uma vela no coração
inicio a minha viagem
na linha do horizonte
comigo por companhia
aspiro a ser água
saibo-me a maresia
Nesta navegação
em mim,
na busca do que nem sei
a brisa traz-me um aroma
prende-me um olhar náufrago
Chegas... Sabes a mar, a descoberta...
És concha, tábua, metal, corda?
Esqueço as definições
não me preocupa o porvir
Embarco nesta viagem
Não quero mapa, nem âncora
O meu leme é só sentir.
que vão e tornam
trazem coisas sem fim
Gosto desse movimento incessante
dessas vagas ancestrais
pela praia encontro tesouros
conchas, tábuas, cordas, metais...
No meio do nada
que é muito
procuro tesouros, miragens
espeto uma vela no coração
inicio a minha viagem
na linha do horizonte
comigo por companhia
aspiro a ser água
saibo-me a maresia
Nesta navegação
em mim,
na busca do que nem sei
a brisa traz-me um aroma
prende-me um olhar náufrago
Chegas... Sabes a mar, a descoberta...
És concha, tábua, metal, corda?
Esqueço as definições
não me preocupa o porvir
Embarco nesta viagem
Não quero mapa, nem âncora
O meu leme é só sentir.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Manhã
Gosto deste sol matinal e deste cheiro a pólen
que invade o ar...
Cheira a vida, a regeneração
Cheira-me a ti
Chegaste assim, curioso, a medo,
e eu colhia flores, distraída,
não te senti chegar
Talvez uma sílaba te tenha anunciado
Talvez um quebrar de galhos
Talvez um aroma, uma sombra...
Vê como o sol faz abrir estas flores
Vê como morrerão amanhã
Exangues da sua beleza
Mas o seu reinado foi glorioso
na sua plenitude
exalaram o seu pólen
deslumbraram com as suas cores
adornaram-nos
Vê como há reinados
que valem a pena
por muito curtos que possam ser...
E há reinados que se perpetuam
aromas que permanecem
pólen que fecunda.
que invade o ar...
Cheira a vida, a regeneração
Cheira-me a ti
Chegaste assim, curioso, a medo,
e eu colhia flores, distraída,
não te senti chegar
Talvez uma sílaba te tenha anunciado
Talvez um quebrar de galhos
Talvez um aroma, uma sombra...
Vê como o sol faz abrir estas flores
Vê como morrerão amanhã
Exangues da sua beleza
Mas o seu reinado foi glorioso
na sua plenitude
exalaram o seu pólen
deslumbraram com as suas cores
adornaram-nos
Vê como há reinados
que valem a pena
por muito curtos que possam ser...
E há reinados que se perpetuam
aromas que permanecem
pólen que fecunda.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Além… onde passa aquela nuvem
tudo parece bem…
Sigo-a com o olhar,
imagino o seu caminho
neste silêncio solar
Tanto carro que passa
Tanta gente sempre a correr
Por mais coisas que faça
há sempre algo a prender
Se fosse aquela nuvem
e dormisse no céu
Teria uma estrada de vento
Seguiria o meu pensamento
Ao sabor daquilo que é só meu
Nesse voo desmesurado
Com o sonho a comandar
Sentir sempre não é demasiado!
Irene
tudo parece bem…
Sigo-a com o olhar,
imagino o seu caminho
neste silêncio solar
Tanto carro que passa
Tanta gente sempre a correr
Por mais coisas que faça
há sempre algo a prender
Se fosse aquela nuvem
e dormisse no céu
Teria uma estrada de vento
Seguiria o meu pensamento
Ao sabor daquilo que é só meu
Nesse voo desmesurado
Com o sonho a comandar
Sentir sempre não é demasiado!
Irene
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