No cimo da montanha
que se vê do meu coração
estás tu...
pujante, libertino, vivo...
Não grites...
Eu sinto-te...
Do cimo da montanha a nós
vai apenas a distância do querer
E queremos.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Ocaso
O resto do dia escorre
lentamente
nesta quietude
lá longe
o sol põe-se
alaranjado
amanhã surgirá de novo
vem-me aquela nostalgia
de quando o dia chega ao fim
e falta qualquer coisa
uma vaga orfandade
uma falta de porto,
de aconchego
Como se a minha casa
já estivesse em ti
Como se só tu tivesses a chave que abre a
fechadura reforçada
Como se o ar só entrasse
se tu abrisses as janelas
Como se só pusesse a mesa
de festa, quando viesses
Como se as fragrâncias só me chegassem
através dos teus sentidos
Já se pôs o sol
O dia desprende-se
e as trevas invadem tudo...
Ainda tenho a flor amarela na orelha...
Quero acreditar que o amanhã é um imenso campo de flores
amarelas e azuis.
lentamente
nesta quietude
lá longe
o sol põe-se
alaranjado
amanhã surgirá de novo
vem-me aquela nostalgia
de quando o dia chega ao fim
e falta qualquer coisa
uma vaga orfandade
uma falta de porto,
de aconchego
Como se a minha casa
já estivesse em ti
Como se só tu tivesses a chave que abre a
fechadura reforçada
Como se o ar só entrasse
se tu abrisses as janelas
Como se só pusesse a mesa
de festa, quando viesses
Como se as fragrâncias só me chegassem
através dos teus sentidos
Já se pôs o sol
O dia desprende-se
e as trevas invadem tudo...
Ainda tenho a flor amarela na orelha...
Quero acreditar que o amanhã é um imenso campo de flores
amarelas e azuis.
domingo, 27 de abril de 2008
Love Story
Conta-me histórias... O que eu gosto das tuas histórias! Conta-me como só tu sabes contar, com a voz calma e a tua respiração entrecortada, os olhos nos meus a contar o resto que não cabe nas palavras. Era uma vez um homem, uma mulher... As histórias são todas tão iguais, os sentimentos sempre os mesmos... O amor, a alegria, os beijos, os desencontros, as inseguranças...
Diz-me que no fim ficaram juntos e foram felizes para sempre enquanto durou...
Diz-me que no fim ficaram juntos e foram felizes para sempre enquanto durou...
sábado, 19 de abril de 2008
Viagem
As marés
que vão e tornam
trazem coisas sem fim
Gosto desse movimento incessante
dessas vagas ancestrais
pela praia encontro tesouros
conchas, tábuas, cordas, metais...
No meio do nada
que é muito
procuro tesouros, miragens
espeto uma vela no coração
inicio a minha viagem
na linha do horizonte
comigo por companhia
aspiro a ser água
saibo-me a maresia
Nesta navegação
em mim,
na busca do que nem sei
a brisa traz-me um aroma
prende-me um olhar náufrago
Chegas... Sabes a mar, a descoberta...
És concha, tábua, metal, corda?
Esqueço as definições
não me preocupa o porvir
Embarco nesta viagem
Não quero mapa, nem âncora
O meu leme é só sentir.
que vão e tornam
trazem coisas sem fim
Gosto desse movimento incessante
dessas vagas ancestrais
pela praia encontro tesouros
conchas, tábuas, cordas, metais...
No meio do nada
que é muito
procuro tesouros, miragens
espeto uma vela no coração
inicio a minha viagem
na linha do horizonte
comigo por companhia
aspiro a ser água
saibo-me a maresia
Nesta navegação
em mim,
na busca do que nem sei
a brisa traz-me um aroma
prende-me um olhar náufrago
Chegas... Sabes a mar, a descoberta...
És concha, tábua, metal, corda?
Esqueço as definições
não me preocupa o porvir
Embarco nesta viagem
Não quero mapa, nem âncora
O meu leme é só sentir.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Manhã
Gosto deste sol matinal e deste cheiro a pólen
que invade o ar...
Cheira a vida, a regeneração
Cheira-me a ti
Chegaste assim, curioso, a medo,
e eu colhia flores, distraída,
não te senti chegar
Talvez uma sílaba te tenha anunciado
Talvez um quebrar de galhos
Talvez um aroma, uma sombra...
Vê como o sol faz abrir estas flores
Vê como morrerão amanhã
Exangues da sua beleza
Mas o seu reinado foi glorioso
na sua plenitude
exalaram o seu pólen
deslumbraram com as suas cores
adornaram-nos
Vê como há reinados
que valem a pena
por muito curtos que possam ser...
E há reinados que se perpetuam
aromas que permanecem
pólen que fecunda.
que invade o ar...
Cheira a vida, a regeneração
Cheira-me a ti
Chegaste assim, curioso, a medo,
e eu colhia flores, distraída,
não te senti chegar
Talvez uma sílaba te tenha anunciado
Talvez um quebrar de galhos
Talvez um aroma, uma sombra...
Vê como o sol faz abrir estas flores
Vê como morrerão amanhã
Exangues da sua beleza
Mas o seu reinado foi glorioso
na sua plenitude
exalaram o seu pólen
deslumbraram com as suas cores
adornaram-nos
Vê como há reinados
que valem a pena
por muito curtos que possam ser...
E há reinados que se perpetuam
aromas que permanecem
pólen que fecunda.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Além… onde passa aquela nuvem
tudo parece bem…
Sigo-a com o olhar,
imagino o seu caminho
neste silêncio solar
Tanto carro que passa
Tanta gente sempre a correr
Por mais coisas que faça
há sempre algo a prender
Se fosse aquela nuvem
e dormisse no céu
Teria uma estrada de vento
Seguiria o meu pensamento
Ao sabor daquilo que é só meu
Nesse voo desmesurado
Com o sonho a comandar
Sentir sempre não é demasiado!
Irene
tudo parece bem…
Sigo-a com o olhar,
imagino o seu caminho
neste silêncio solar
Tanto carro que passa
Tanta gente sempre a correr
Por mais coisas que faça
há sempre algo a prender
Se fosse aquela nuvem
e dormisse no céu
Teria uma estrada de vento
Seguiria o meu pensamento
Ao sabor daquilo que é só meu
Nesse voo desmesurado
Com o sonho a comandar
Sentir sempre não é demasiado!
Irene
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Adeus
Hoje não é um dia qualquer.
É especial
Se procurar no meu calendário
Cada dia tem sua efeméride
Tanta coisa aconteceu hoje
Chuvas diluvianas
Gente nasceu, gente morreu
Gente saiu de casa trabalhar e regressou
Este também será único…
Saíste… E não sei se regressas…
Tens lugar marcado na minha pele
Cheiro cativo em mim.
No calendário da minha alma não há Outono
Que arranque as tuas folhas…
Quando do teu aroma nada ficar…
Folhear-te-ei
E desprender-se-á um rumor de beijos, risos, olhares…
Irene
É especial
Se procurar no meu calendário
Cada dia tem sua efeméride
Tanta coisa aconteceu hoje
Chuvas diluvianas
Gente nasceu, gente morreu
Gente saiu de casa trabalhar e regressou
Este também será único…
Saíste… E não sei se regressas…
Tens lugar marcado na minha pele
Cheiro cativo em mim.
No calendário da minha alma não há Outono
Que arranque as tuas folhas…
Quando do teu aroma nada ficar…
Folhear-te-ei
E desprender-se-á um rumor de beijos, risos, olhares…
Irene
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