Conta-me histórias... O que eu gosto das tuas histórias! Conta-me como só tu sabes contar, com a voz calma e a tua respiração entrecortada, os olhos nos meus a contar o resto que não cabe nas palavras. Era uma vez um homem, uma mulher... As histórias são todas tão iguais, os sentimentos sempre os mesmos... O amor, a alegria, os beijos, os desencontros, as inseguranças...
Diz-me que no fim ficaram juntos e foram felizes para sempre enquanto durou...
domingo, 27 de abril de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
Viagem
As marés
que vão e tornam
trazem coisas sem fim
Gosto desse movimento incessante
dessas vagas ancestrais
pela praia encontro tesouros
conchas, tábuas, cordas, metais...
No meio do nada
que é muito
procuro tesouros, miragens
espeto uma vela no coração
inicio a minha viagem
na linha do horizonte
comigo por companhia
aspiro a ser água
saibo-me a maresia
Nesta navegação
em mim,
na busca do que nem sei
a brisa traz-me um aroma
prende-me um olhar náufrago
Chegas... Sabes a mar, a descoberta...
És concha, tábua, metal, corda?
Esqueço as definições
não me preocupa o porvir
Embarco nesta viagem
Não quero mapa, nem âncora
O meu leme é só sentir.
que vão e tornam
trazem coisas sem fim
Gosto desse movimento incessante
dessas vagas ancestrais
pela praia encontro tesouros
conchas, tábuas, cordas, metais...
No meio do nada
que é muito
procuro tesouros, miragens
espeto uma vela no coração
inicio a minha viagem
na linha do horizonte
comigo por companhia
aspiro a ser água
saibo-me a maresia
Nesta navegação
em mim,
na busca do que nem sei
a brisa traz-me um aroma
prende-me um olhar náufrago
Chegas... Sabes a mar, a descoberta...
És concha, tábua, metal, corda?
Esqueço as definições
não me preocupa o porvir
Embarco nesta viagem
Não quero mapa, nem âncora
O meu leme é só sentir.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Manhã
Gosto deste sol matinal e deste cheiro a pólen
que invade o ar...
Cheira a vida, a regeneração
Cheira-me a ti
Chegaste assim, curioso, a medo,
e eu colhia flores, distraída,
não te senti chegar
Talvez uma sílaba te tenha anunciado
Talvez um quebrar de galhos
Talvez um aroma, uma sombra...
Vê como o sol faz abrir estas flores
Vê como morrerão amanhã
Exangues da sua beleza
Mas o seu reinado foi glorioso
na sua plenitude
exalaram o seu pólen
deslumbraram com as suas cores
adornaram-nos
Vê como há reinados
que valem a pena
por muito curtos que possam ser...
E há reinados que se perpetuam
aromas que permanecem
pólen que fecunda.
que invade o ar...
Cheira a vida, a regeneração
Cheira-me a ti
Chegaste assim, curioso, a medo,
e eu colhia flores, distraída,
não te senti chegar
Talvez uma sílaba te tenha anunciado
Talvez um quebrar de galhos
Talvez um aroma, uma sombra...
Vê como o sol faz abrir estas flores
Vê como morrerão amanhã
Exangues da sua beleza
Mas o seu reinado foi glorioso
na sua plenitude
exalaram o seu pólen
deslumbraram com as suas cores
adornaram-nos
Vê como há reinados
que valem a pena
por muito curtos que possam ser...
E há reinados que se perpetuam
aromas que permanecem
pólen que fecunda.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Além… onde passa aquela nuvem
tudo parece bem…
Sigo-a com o olhar,
imagino o seu caminho
neste silêncio solar
Tanto carro que passa
Tanta gente sempre a correr
Por mais coisas que faça
há sempre algo a prender
Se fosse aquela nuvem
e dormisse no céu
Teria uma estrada de vento
Seguiria o meu pensamento
Ao sabor daquilo que é só meu
Nesse voo desmesurado
Com o sonho a comandar
Sentir sempre não é demasiado!
Irene
tudo parece bem…
Sigo-a com o olhar,
imagino o seu caminho
neste silêncio solar
Tanto carro que passa
Tanta gente sempre a correr
Por mais coisas que faça
há sempre algo a prender
Se fosse aquela nuvem
e dormisse no céu
Teria uma estrada de vento
Seguiria o meu pensamento
Ao sabor daquilo que é só meu
Nesse voo desmesurado
Com o sonho a comandar
Sentir sempre não é demasiado!
Irene
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Adeus
Hoje não é um dia qualquer.
É especial
Se procurar no meu calendário
Cada dia tem sua efeméride
Tanta coisa aconteceu hoje
Chuvas diluvianas
Gente nasceu, gente morreu
Gente saiu de casa trabalhar e regressou
Este também será único…
Saíste… E não sei se regressas…
Tens lugar marcado na minha pele
Cheiro cativo em mim.
No calendário da minha alma não há Outono
Que arranque as tuas folhas…
Quando do teu aroma nada ficar…
Folhear-te-ei
E desprender-se-á um rumor de beijos, risos, olhares…
Irene
É especial
Se procurar no meu calendário
Cada dia tem sua efeméride
Tanta coisa aconteceu hoje
Chuvas diluvianas
Gente nasceu, gente morreu
Gente saiu de casa trabalhar e regressou
Este também será único…
Saíste… E não sei se regressas…
Tens lugar marcado na minha pele
Cheiro cativo em mim.
No calendário da minha alma não há Outono
Que arranque as tuas folhas…
Quando do teu aroma nada ficar…
Folhear-te-ei
E desprender-se-á um rumor de beijos, risos, olhares…
Irene
Chuva
Sinto a chuva
Vejo-a na minha janela
E solto o pensamento
Deixo-o ir
para outros dias de chuva
Tantos dias que eu já vivi!
Uns perderam-se
no tempo dos dias sem marca
Outros ficaram aqui:
O dia em que dancei à chuva, de braços abertos
o sol me secou e senti que podiam nascer em mim
todas as plantas raras do mundo
O dia em que a chuva nos ouviu.
Irene
Vejo-a na minha janela
E solto o pensamento
Deixo-o ir
para outros dias de chuva
Tantos dias que eu já vivi!
Uns perderam-se
no tempo dos dias sem marca
Outros ficaram aqui:
O dia em que dancei à chuva, de braços abertos
o sol me secou e senti que podiam nascer em mim
todas as plantas raras do mundo
O dia em que a chuva nos ouviu.
Irene
domingo, 6 de abril de 2008
Trilogia
Vou
Leva-me!
Porque partem sempre para onde não posso ir?
Leva-me!
Na tua mala
No teu coração
Numa prega da tua alma
Num recanto mais escondido
Num sítio onde te cheire
E onde me sintas
Ao alcance do pensamento
Onde esbarres comigo
Mesmo que não queiras.
Vem
Vem
Não vês que te espero há tanto tempo?
Não vês que no meu mundo há um lugar para ti?
Pensado à medida
dos teus dedos
do teu riso
da tua pele
Espero-te aqui no cais
com flores de água
abraços de vento
E o meu vestido preto
Vem conhecer o teu lugar
em mim …
Sente o linho, o alecrim, a seiva
Deixa o teu olhar
chegar ao meu.
Depois o meu mundo será onde
me avistares.
Ponto de Encontro
Sempre a mesma coisa.
O mesmo desencontro.
O mesmo desencanto
Que raio de busca esta!
Sinto este sol
que me requenta
Aspiro a sorte de ser eu
mas não vamos na mesma rua…
Muda de mapa!
Assinala-me aí…
Não digas que sou grande demais
Nem que destoo da paisagem…
Deixa-me guiar-te
Agarro os teus dedos
Traço o caminho…
Vês ali aquela flor?
Ombro no ombro
Pele na pele
Odor teu em mim
Vês?
Afinal há cruzamentos…
Irene
Leva-me!
Porque partem sempre para onde não posso ir?
Leva-me!
Na tua mala
No teu coração
Numa prega da tua alma
Num recanto mais escondido
Num sítio onde te cheire
E onde me sintas
Ao alcance do pensamento
Onde esbarres comigo
Mesmo que não queiras.
Vem
Vem
Não vês que te espero há tanto tempo?
Não vês que no meu mundo há um lugar para ti?
Pensado à medida
dos teus dedos
do teu riso
da tua pele
Espero-te aqui no cais
com flores de água
abraços de vento
E o meu vestido preto
Vem conhecer o teu lugar
em mim …
Sente o linho, o alecrim, a seiva
Deixa o teu olhar
chegar ao meu.
Depois o meu mundo será onde
me avistares.
Ponto de Encontro
Sempre a mesma coisa.
O mesmo desencontro.
O mesmo desencanto
Que raio de busca esta!
Sinto este sol
que me requenta
Aspiro a sorte de ser eu
mas não vamos na mesma rua…
Muda de mapa!
Assinala-me aí…
Não digas que sou grande demais
Nem que destoo da paisagem…
Deixa-me guiar-te
Agarro os teus dedos
Traço o caminho…
Vês ali aquela flor?
Ombro no ombro
Pele na pele
Odor teu em mim
Vês?
Afinal há cruzamentos…
Irene
Subscrever:
Mensagens (Atom)