domingo, 10 de fevereiro de 2008
umamoratrevido.blogspot.com
Confessa que já deste por ti a desenroscar frascos de shampô nas prateleiras do supermercado a ver se me encontravas lá dentro e que depois os fechaste apressadamente para que ninguém te visse e te sentiste um parvo, um tolo. E que mesmo depois de te teres sentido tolo continuaste inquieto porque não me descortinaste em nenhum daqueles cheiros e eu explico-te porquê: é que uso um amaciador diferente a cada vez que lavo os cabelos, jojoba, camomila, flor de hera, e às vezes ponho um creme nas pontas que tem coco ou gérmen de trigo, já nem sei, e espalho no fim um perfume fresco, limonado, especialmente quando faz sol, e que tudo isto se misturou com o suor que então se me derrapava pelo pescoço, eram os nervos, e que o cheiro, aquele em que te embebeste quando me agarraste na cabeça e a puxaste para ti, não o encontras dentro de frasco algum (só em mim).
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Nazaré - Autenticidade
Sermos nós, sermos genuínos é algo que vale a pena, que nos faz sentir bem, que nos posiciona no nosso lugar perante o mundo e os outros. Quem anda sempre a tentar ser o que não é ou a imitar os outros porque está na moda, ou por outros motivos, persegue uma quimera e nunca se sentirá bem ou terá os resultados pretendidos porque não dá a bota com a perdigota.
Estas frases valem não só para cada um de nós enquanto indivíduos, mas também para todos nós enquanto membros que integram grupos, regiões, um país e vêm a propósito do Carnaval, época que acabámos de viver. Sempre gostei de Carnaval, não do Carnaval do samba, mas daquele que associo à minha infância, ao Entrudo, às roupas trapalhonas, ao andar mascarado de casa em casa, recebendo chouriça e ovos com os quais se faziam patuscadas. Por circunstâncias várias da vida, há muitos anos que não contactava com a folia carnavalesca, os desfiles dos corsos nunca me atraíram muito também.
Numa destas noites de Carnaval fui à Nazaré, a convite de amigos (o que seria de nós sem os amigos? Quantas coisas ficaríamos por saber ou descobrir se nos fechássemos aos outros e à partilha!) e fiquei realmente surpresa! Pela positiva!
Assisti a uma “cegada”( uma espécie de rábula ao estilo da revista portuguesa, representada pela população da Nazaré), fui ao baile do “Mar Alte”, dancei a noite inteira sem ouvir uma música brasileira e ri a bom rir com as letras das marchas que tocavam em todo lado com letras e músicas nazarenas. Estas letras são por si só um espectáculo, escritas ao jeito do falar nazareno, relatando situações típicas, muitas vezes com tom humorístico, bem… Adorei.
Graças a Deus que as modas e a globalização não chegam a todo lado e há gente que preserva as suas raízes e tradições. Parabéns às gentes da Nazaré, por serem assim, autênticos, bairristas, genuínos.
Para o ano volto… Agora vou recuperar os pés!
Estas frases valem não só para cada um de nós enquanto indivíduos, mas também para todos nós enquanto membros que integram grupos, regiões, um país e vêm a propósito do Carnaval, época que acabámos de viver. Sempre gostei de Carnaval, não do Carnaval do samba, mas daquele que associo à minha infância, ao Entrudo, às roupas trapalhonas, ao andar mascarado de casa em casa, recebendo chouriça e ovos com os quais se faziam patuscadas. Por circunstâncias várias da vida, há muitos anos que não contactava com a folia carnavalesca, os desfiles dos corsos nunca me atraíram muito também.
Numa destas noites de Carnaval fui à Nazaré, a convite de amigos (o que seria de nós sem os amigos? Quantas coisas ficaríamos por saber ou descobrir se nos fechássemos aos outros e à partilha!) e fiquei realmente surpresa! Pela positiva!
Assisti a uma “cegada”( uma espécie de rábula ao estilo da revista portuguesa, representada pela população da Nazaré), fui ao baile do “Mar Alte”, dancei a noite inteira sem ouvir uma música brasileira e ri a bom rir com as letras das marchas que tocavam em todo lado com letras e músicas nazarenas. Estas letras são por si só um espectáculo, escritas ao jeito do falar nazareno, relatando situações típicas, muitas vezes com tom humorístico, bem… Adorei.
Graças a Deus que as modas e a globalização não chegam a todo lado e há gente que preserva as suas raízes e tradições. Parabéns às gentes da Nazaré, por serem assim, autênticos, bairristas, genuínos.
Para o ano volto… Agora vou recuperar os pés!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Máscaras
Escrevo esta crónica a entrar no fim-de-semana de Carnaval, altura de folias, festas, divertimentos e às vezes excessos.
Eu acho piada ao Carnaval, não ao Carnaval de imitação brasileira, acho ao nosso Entrudo, à sátira social, aos nossos mascarados. Na Mendiga usava-se o termo “encaraçar-se”, nestas alturas os sótãos e arcas das nossas mães ficavam uma confusão. Encaraçávamo-nos rente à noite, em grupo, depois íamos de casa em casa e o divertimento consistia nas tentativas de adivinhação por parte das pessoas que nos abriam a porta. Davam-nos chouriça, ovos e no fim do serão em casa de um de nós, fazíamos uma patuscada.
Há quem não goste nada de Carnaval, como há quem não goste de Natal, há quem diga “mascarado ando eu todo ano”, e o pior é que é mesmo assim! Há gente que anda disfarçada a maior parte dos seus dias, escondendo-se dos outros, mascarando a sua essência, mudando de máscara, consoante as conveniências e os objectivos a atingir. O que vale para quem os rodeia é que quarta-feira de cinzas acaba sempre por chegar, ainda que demore tempo e haja gente magoada pelo caminho. Já todos cruzámos com pessoas assim - Ecoponto com elas!
Para quem se mascara para fugir de si próprio é que não há Ecoponto que valha…
Do que eu me fui lembrar…
Esta crónica é cinza… Quaresma, sobriedade… Lembra-te que és pó…
Eu acho piada ao Carnaval, não ao Carnaval de imitação brasileira, acho ao nosso Entrudo, à sátira social, aos nossos mascarados. Na Mendiga usava-se o termo “encaraçar-se”, nestas alturas os sótãos e arcas das nossas mães ficavam uma confusão. Encaraçávamo-nos rente à noite, em grupo, depois íamos de casa em casa e o divertimento consistia nas tentativas de adivinhação por parte das pessoas que nos abriam a porta. Davam-nos chouriça, ovos e no fim do serão em casa de um de nós, fazíamos uma patuscada.
Há quem não goste nada de Carnaval, como há quem não goste de Natal, há quem diga “mascarado ando eu todo ano”, e o pior é que é mesmo assim! Há gente que anda disfarçada a maior parte dos seus dias, escondendo-se dos outros, mascarando a sua essência, mudando de máscara, consoante as conveniências e os objectivos a atingir. O que vale para quem os rodeia é que quarta-feira de cinzas acaba sempre por chegar, ainda que demore tempo e haja gente magoada pelo caminho. Já todos cruzámos com pessoas assim - Ecoponto com elas!
Para quem se mascara para fugir de si próprio é que não há Ecoponto que valha…
Do que eu me fui lembrar…
Esta crónica é cinza… Quaresma, sobriedade… Lembra-te que és pó…
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:"Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?" "Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles. "Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador."Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo. E o mestre volta a perguntar:"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?" Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.Então ele esclareceu: "Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?" O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas." Por fim, o pensador conclui, dizendo:"Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem,não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".
Mahatma Gandhi
Mahatma Gandhi
Rir
Rir faz bem à alma! Eu gosto muito de rir e em minha casa rimos muito. O sentido de humor é fundamental e a capacidade de rirmos de tudo e especialmente de nós é uma ferramenta essencial para a vida. Por isso sempre incentivei essa capacidade nos meus filhos e agora tenho dois companheiros de sentido de humor apurado e com quem me divirto muito.
Esta semana ri muito à conta dum livro, o que já não me acontecia desde os meus tempos de adolescente quando lia os livros das Gémeas no Colégio das Torres. Quando digo rir, é rir à gargalhada, depois emprestei o livro ao meu filho e a cena repetiu-se.
O livro foi-me oferecido por um amigo, que o partilhou comigo, e eu cá estou a partilhá-lo convosco. O livro chama-se Wilt e o escritor é um humorista inglês chamado Tom Sharpe que nos conta a história de um homem de meia-idade, Wilt, sufocado pela rotina de uma vida que cada vez sente mais desprovida de significado e que vai ser posto à prova por uma sucessão de acontecimentos, no mínimo, rocambolescos. É um livro de fina crítica social, em que todos identificamos algo de nós ou de pessoas que conhecemos nas personagens que por lá se movimentam.
O livro põe-nos muito bem dispostos, aviso que existe algum português um pouco mais vernáculo pelo meio e que há situações que podem eventualmente chocar mentes mais sensíveis (assim já sei que muita gente vai a correr ler… acho que a publicidade aos livros devia ser tão agressiva como as de outros produtos!)
Aviso para não lerem o livro em público que é para não serem julgados como atrasados mentais, como me aconteceu a mim esta semana que o li na sala de espera da urgência pediátrica do Hospital de Leiria e onde, apesar do motivo que me lá levou, ri a bom rir, suscitando olhares reprovadores e curiosos. Já agora aproveito para elogiar o funcionamento desta urgência, assim dá gosto!
Finalmente… Riam! Esqueçam o “muito riso, pouco siso”, não faltam para aí estudos científicos a comprovar os benefícios do riso.
Esta semana ri muito à conta dum livro, o que já não me acontecia desde os meus tempos de adolescente quando lia os livros das Gémeas no Colégio das Torres. Quando digo rir, é rir à gargalhada, depois emprestei o livro ao meu filho e a cena repetiu-se.
O livro foi-me oferecido por um amigo, que o partilhou comigo, e eu cá estou a partilhá-lo convosco. O livro chama-se Wilt e o escritor é um humorista inglês chamado Tom Sharpe que nos conta a história de um homem de meia-idade, Wilt, sufocado pela rotina de uma vida que cada vez sente mais desprovida de significado e que vai ser posto à prova por uma sucessão de acontecimentos, no mínimo, rocambolescos. É um livro de fina crítica social, em que todos identificamos algo de nós ou de pessoas que conhecemos nas personagens que por lá se movimentam.
O livro põe-nos muito bem dispostos, aviso que existe algum português um pouco mais vernáculo pelo meio e que há situações que podem eventualmente chocar mentes mais sensíveis (assim já sei que muita gente vai a correr ler… acho que a publicidade aos livros devia ser tão agressiva como as de outros produtos!)
Aviso para não lerem o livro em público que é para não serem julgados como atrasados mentais, como me aconteceu a mim esta semana que o li na sala de espera da urgência pediátrica do Hospital de Leiria e onde, apesar do motivo que me lá levou, ri a bom rir, suscitando olhares reprovadores e curiosos. Já agora aproveito para elogiar o funcionamento desta urgência, assim dá gosto!
Finalmente… Riam! Esqueçam o “muito riso, pouco siso”, não faltam para aí estudos científicos a comprovar os benefícios do riso.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Vazios
Bem, hoje é que não faço ideia sobre aquilo que vou escrever… Observo a folha branca, espreito o castelo e nada! Tenho muitas ideias cá dentro, de coisas que vivi nesta semana, que sinto, mas nada me desperta a vontade de escrever. A minha folha é um enorme vazio, um pouco à semelhança da vida de muitos. Olhar para dentro e pensar no que falta é ver um branco maior que esta folha, ou um buraco negro…
Sai-se e entra-se em casa com o diabo do vazio às costas, trabalha-se, cumprem-se as rotinas, a vida tem um ar normal.
Conheço boa gente que, na ausência daquelas coisas que verdadeiramente enchem a vida de cor, se aturdem com muitas coisas pequenas, superficiais, correm, stressam, tudo para não terem tempo de pensar no que falta.
Preencher o vazio não é fácil. Ou porque implica revoluções que não há coragem de empreender, ou porque simplesmente nada há que pareça ser capaz de o ocupar.
Também há quem tenha a folha cheia de bonecos e cores e não lhe consiga descobrir beleza ou significado e tudo seja um frete permanente.
Tal como quase já enchi a minha folha sem dar por isso, também é fácil preencher vazios, sobretudo se isso depende da nossa vontade, tal como também é fácil perceber que por vezes a nossa vida já está preenchida, basta só valorizarmos o que temos.
Isso aprende-se, treina-se e quer-se. Basta mergulharmos em nós mesmos, à procura do nosso eu mais recôndito e ele preencher-nos-á.
Ás vezes é preciso um grande encontrão da vida para saborearmos cada aroma, cada brisa, cada momento e redescobrirmos o prazer de simplesmente viver… Não esperemos pelos encontrões, o tempo é precioso.
Sai-se e entra-se em casa com o diabo do vazio às costas, trabalha-se, cumprem-se as rotinas, a vida tem um ar normal.
Conheço boa gente que, na ausência daquelas coisas que verdadeiramente enchem a vida de cor, se aturdem com muitas coisas pequenas, superficiais, correm, stressam, tudo para não terem tempo de pensar no que falta.
Preencher o vazio não é fácil. Ou porque implica revoluções que não há coragem de empreender, ou porque simplesmente nada há que pareça ser capaz de o ocupar.
Também há quem tenha a folha cheia de bonecos e cores e não lhe consiga descobrir beleza ou significado e tudo seja um frete permanente.
Tal como quase já enchi a minha folha sem dar por isso, também é fácil preencher vazios, sobretudo se isso depende da nossa vontade, tal como também é fácil perceber que por vezes a nossa vida já está preenchida, basta só valorizarmos o que temos.
Isso aprende-se, treina-se e quer-se. Basta mergulharmos em nós mesmos, à procura do nosso eu mais recôndito e ele preencher-nos-á.
Ás vezes é preciso um grande encontrão da vida para saborearmos cada aroma, cada brisa, cada momento e redescobrirmos o prazer de simplesmente viver… Não esperemos pelos encontrões, o tempo é precioso.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Pijaminha
Penso que sabem o que é um pijaminha… Sem ser a peça de roupa que todos conhecemos, é algo que se usa nalguns restaurantes, em vez de uma sobremesa só, vem um prato com uma amostra de várias sobremesas diferentes. Bem, hoje a minha crónica vai ser um pijaminha de assuntos, abordados de forma breve.
Começo pela ASAE… Sou a favor das fiscalizações, da higiene e existiam lacunas graves nesse âmbito, mas agora parece-me que estamos a cair no extremo oposto! A coisa está a chegar a um pormenor e grau de exigência que raia o inquisitorial… Este Verão lá se foram as bolas de Berlim com creme e por este andar…
Os fumadores… Nunca fumei, o fumo incomoda-me nalgumas circunstâncias para além de fazer mal à saúde, mas esta lei parece-me um pouco extremista. Vejo na minha escola os meus colegas no portão a fumar, juntamente com os alunos fumadores e francamente não me parece bem…
Aliás em ambos os casos atrás abordados as ideias que estão na origem são boas e eram necessárias medidas, os extremismos é que as adulteram como em tudo na vida, veja-se o futebol, a política, a religião.
Quase a terminar, o BCP e o novo aeroporto em Alcochete… Não abordo aqui a qualidade das soluções escolhidas, mas ao nível dos processos… Que embrulhada, que desperdício de dinheiro, que pouca-vergonha!
Termino de forma um pouco mais cor-de-rosa… Sarkozy e Carla Bruni, um dos pares mais mediáticos do momento, conheceram-se em Novembro e casaram esta semana, l’amour! Tudo profusamente documentado na imprensa… Não posso deixar de me lembrar do secretismo de Miterrand, cuja filha ilegítima a imprensa só noticiou já esta era maior de idade, de acordo com a sua vontade. Eram tempos diferentes… as vidas privadas eram-no mais, a imprensa noticiava outras coisas e as pessoas não estavam tão ávidas de aparecer. Mudam-se os tempos…
Começo pela ASAE… Sou a favor das fiscalizações, da higiene e existiam lacunas graves nesse âmbito, mas agora parece-me que estamos a cair no extremo oposto! A coisa está a chegar a um pormenor e grau de exigência que raia o inquisitorial… Este Verão lá se foram as bolas de Berlim com creme e por este andar…
Os fumadores… Nunca fumei, o fumo incomoda-me nalgumas circunstâncias para além de fazer mal à saúde, mas esta lei parece-me um pouco extremista. Vejo na minha escola os meus colegas no portão a fumar, juntamente com os alunos fumadores e francamente não me parece bem…
Aliás em ambos os casos atrás abordados as ideias que estão na origem são boas e eram necessárias medidas, os extremismos é que as adulteram como em tudo na vida, veja-se o futebol, a política, a religião.
Quase a terminar, o BCP e o novo aeroporto em Alcochete… Não abordo aqui a qualidade das soluções escolhidas, mas ao nível dos processos… Que embrulhada, que desperdício de dinheiro, que pouca-vergonha!
Termino de forma um pouco mais cor-de-rosa… Sarkozy e Carla Bruni, um dos pares mais mediáticos do momento, conheceram-se em Novembro e casaram esta semana, l’amour! Tudo profusamente documentado na imprensa… Não posso deixar de me lembrar do secretismo de Miterrand, cuja filha ilegítima a imprensa só noticiou já esta era maior de idade, de acordo com a sua vontade. Eram tempos diferentes… as vidas privadas eram-no mais, a imprensa noticiava outras coisas e as pessoas não estavam tão ávidas de aparecer. Mudam-se os tempos…
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