Fio de cores. Nas minhas mãos. Pousados.
Soltos por entre os dedos em direcção a ti.
Entrelaçados por entre o sonho de um rio corrente e um futuro presente.
Embriagados no nosso leito sempre tão desfeito...
Agarro as cores. Nas minhas mãos. À tua espera.
Na ventania de cada momento sem ti.
Como quem desespera sem poder gritar e se faz mar.
Na penumbra da Primavera onde tudo de novo vai voltar...
Solto as cores na brisa. Por nós.
Caminho-me em direcção a mais uma vertigem, mais uma foz.
Sento-me e deito-me perante cada momento. Às voltas. Por entre os nós...
Pedro Branco
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
sábado, 5 de janeiro de 2008
"Better than sex"
A conselho e empréstimo de uma amiga, vi esta semana um filme chamado “Better than sex”, uma produção independente australiana que aborda uma história banalíssima, original como a humanidade: um homem e uma mulher conhecem-se numa festa e nessa mesma noite, têm sexo, vão para a cama, fazem amor, enfim, escolham a expressão que mais vos aprouver.
A história é simples e reproduz uma realidade que é cada vez mais comum. Cada vez mais homens e mulheres vivem sozinhos (não escalpelizando aqui os motivos), cada vez mais existem estas situações de “one night stand”, pessoas que se conhecem na rua, na noite, no trabalho, têm sexo e vai cada um à sua vida. Ou não.
As coisas não são assim tão simples… Nem no filme, nem na vida real! No filme aquilo que era suposto ser um encontro sem continuação entre duas pessoas solitárias, revela-se um encontro de duas solidões, que descobrem precisar mais que uma satisfação imediata de desejos básicos.
Tudo depende daquilo que cada um precisa para ser feliz…. E se o sexo por si só é uma das condições necessárias ao bem-estar humano, nós somos muito mais que carne…
Enquanto escrevo esta crónica ouço a velhinha música da Rita Lee “Amor e Sexo” e de facto, se muitas vezes os relacionamentos ainda seguem os trâmites tradicionais de empatia, conhecimento, amor e depois sexo, cada vez mais o modelo é, como canta a brasileira “Sexo primeiro, amor depois”.
Nestes domínios cada um sabe de si… e muito mais haveria a dizer…
A história é simples e reproduz uma realidade que é cada vez mais comum. Cada vez mais homens e mulheres vivem sozinhos (não escalpelizando aqui os motivos), cada vez mais existem estas situações de “one night stand”, pessoas que se conhecem na rua, na noite, no trabalho, têm sexo e vai cada um à sua vida. Ou não.
As coisas não são assim tão simples… Nem no filme, nem na vida real! No filme aquilo que era suposto ser um encontro sem continuação entre duas pessoas solitárias, revela-se um encontro de duas solidões, que descobrem precisar mais que uma satisfação imediata de desejos básicos.
Tudo depende daquilo que cada um precisa para ser feliz…. E se o sexo por si só é uma das condições necessárias ao bem-estar humano, nós somos muito mais que carne…
Enquanto escrevo esta crónica ouço a velhinha música da Rita Lee “Amor e Sexo” e de facto, se muitas vezes os relacionamentos ainda seguem os trâmites tradicionais de empatia, conhecimento, amor e depois sexo, cada vez mais o modelo é, como canta a brasileira “Sexo primeiro, amor depois”.
Nestes domínios cada um sabe de si… e muito mais haveria a dizer…
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Amor
Corre-me o sangue no peito
Das teias de paixões e desertos
Aconchego-me ferido e desfeito
Onde todos os longes são pertos.
Navego-me nas melodias das ondas na areia
Das ventanias e brisas de mim
Mesmo cá dentro, muito cá dentro, no fundo da nossa teia
Saberemos fazer de cada silêncio um jardim
Pedro Branco
Das teias de paixões e desertos
Aconchego-me ferido e desfeito
Onde todos os longes são pertos.
Navego-me nas melodias das ondas na areia
Das ventanias e brisas de mim
Mesmo cá dentro, muito cá dentro, no fundo da nossa teia
Saberemos fazer de cada silêncio um jardim
Pedro Branco
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Encerrramento
Último dia do ano. É incrível como os minutos, as horas, os dias, os meses e finalmente os anos se sucedem tão rapidamente.
Aqui nesta última manhã fria de Dezembro, frente ao meu castelo, penso nas coisas que me foram acontecendo neste tempo... Umas esperadas, outras inesperadas, umas boas, outras menos boas.
Mas todas muito importantes.
Gosto de viver, de rir, de saborear a vida, de a ver pelo seu aspecto mais positivo. Por isso 2007 foi um bom ano! Carpe Diem!
E 2008 vai ser concerteza melhor!
Aqui nesta última manhã fria de Dezembro, frente ao meu castelo, penso nas coisas que me foram acontecendo neste tempo... Umas esperadas, outras inesperadas, umas boas, outras menos boas.
Mas todas muito importantes.
Gosto de viver, de rir, de saborear a vida, de a ver pelo seu aspecto mais positivo. Por isso 2007 foi um bom ano! Carpe Diem!
E 2008 vai ser concerteza melhor!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Frontal...
Pensei muito antes de postar este texto, há algum tempo que aqui anda a aguardar... Porque o vocabulário é cru, é directo, é quase obsceno... Mas gosto tanto dele, acho que está tão bem escrito, é tão verdadeiro! Aqui fica... as minhas desculpas se chocar...
Todos os filhos da puta têm um nome.
Porque se chama puta à mãe se o sacana é o filho?
Por isso digo:Todos os sacanas têm um nome!
E mães que podem ou não ser putas que pariram um sacana.
Não é socialmente aceitável, correcto
Falar com putas
Mas é-se amigo de sacanas.
Evitam-se as putas na rua
Recebem-se os sacanas em casa.
Se a cara do sacana reflectisse o que ele é,
Como o corpo da puta denuncia o que ela faz.
Não evitaríamos,
Atiraríamos pedras,
Construiríamos guetos para sacanas?
O problema é esse!
É que ser puta é uma máscara e ser sacana vem de dentro.
Eu prefiro estar rodeada de putas
A cruzar-me com um sacana.
Encandescente (Poetisa e escritora criadora do blog Erotismo na Cidade), publicado a 19-09-2006.
Todos os filhos da puta têm um nome.
Porque se chama puta à mãe se o sacana é o filho?
Por isso digo:Todos os sacanas têm um nome!
E mães que podem ou não ser putas que pariram um sacana.
Não é socialmente aceitável, correcto
Falar com putas
Mas é-se amigo de sacanas.
Evitam-se as putas na rua
Recebem-se os sacanas em casa.
Se a cara do sacana reflectisse o que ele é,
Como o corpo da puta denuncia o que ela faz.
Não evitaríamos,
Atiraríamos pedras,
Construiríamos guetos para sacanas?
O problema é esse!
É que ser puta é uma máscara e ser sacana vem de dentro.
Eu prefiro estar rodeada de putas
A cruzar-me com um sacana.
Encandescente (Poetisa e escritora criadora do blog Erotismo na Cidade), publicado a 19-09-2006.
Quero definir-te o que é este sentimento....
Quero definir-te o que é este sentimento:
o que pertence à esfera daquilo que a razão
não domina,ou simplesmente nasce da noite,
e de tudo o que a envolve. Falo de uma
íntima relação entre os seres, de emoções
que se transmitem para além de palavras e
conceitos, de um encontro de corpos na
esfera do segredo. Dir-me-ás: "Para que
precisas de uma explicação para o amor?"
Mas é a sua inutilidade que me interessa;
a dádiva, o simples dizer que as coisas são
assim porque são, e para além disso tudo
se complica. Podes, então, rir do que te
digo; ou simplesmente dizer-me que as
palavras nada substituem, e que tudo o que
elas nos dão está a mais. Mas o amor
pertence-nos. Não o podemos deitar fora;
nem fingir que não existe, como não existe
o infinito, a transcendência, a abstracção
ivina, para quem só crê no concreto.
Éverdade que o amor não se vê: o que vejo
são os teus olhos, a ternura súbita das
suas pálpebras, e o que elas abrem e
escondem numa hesitação de luz.
Eis, então,o que define este sentimento:
um intervalo,uma distracção do tempo,
a divina abstracçãodo infinito
na transcendência do real.
Nuno Júdice (Escritor e Poeta português, 1949- )
o que pertence à esfera daquilo que a razão
não domina,ou simplesmente nasce da noite,
e de tudo o que a envolve. Falo de uma
íntima relação entre os seres, de emoções
que se transmitem para além de palavras e
conceitos, de um encontro de corpos na
esfera do segredo. Dir-me-ás: "Para que
precisas de uma explicação para o amor?"
Mas é a sua inutilidade que me interessa;
a dádiva, o simples dizer que as coisas são
assim porque são, e para além disso tudo
se complica. Podes, então, rir do que te
digo; ou simplesmente dizer-me que as
palavras nada substituem, e que tudo o que
elas nos dão está a mais. Mas o amor
pertence-nos. Não o podemos deitar fora;
nem fingir que não existe, como não existe
o infinito, a transcendência, a abstracção
ivina, para quem só crê no concreto.
Éverdade que o amor não se vê: o que vejo
são os teus olhos, a ternura súbita das
suas pálpebras, e o que elas abrem e
escondem numa hesitação de luz.
Eis, então,o que define este sentimento:
um intervalo,uma distracção do tempo,
a divina abstracçãodo infinito
na transcendência do real.
Nuno Júdice (Escritor e Poeta português, 1949- )
Chico Buarque define solidão
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... I
sto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto e circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
Chico Buarque (Poeta, compositor, cantor brasileiro, 1944- )
Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... I
sto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto e circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
Chico Buarque (Poeta, compositor, cantor brasileiro, 1944- )
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