Domingo à noite... Cá estou para escrever, conforme me tinha prometido e a quem gosta de me ler...
Este blog dá-me a possibilidade de escrever sobre aquilo que me apetece, quando me apetece. A escrita é um exercício recente na minha vida, não sou grande escritora, mas gosto de partilhar aquilo que sinto com as palavras que escolho. Outras vezes gosto de colocar textos que me agradam, de outros autores, deviadamente identificados.
Um blog desta natureza implica sempre uma exposição, revelarmos aos outros o nosso íntimo, numa partilha calculada de sentires e saberes... Por isso só comecei a escrever há pouco... Não estaria preparada antes, ainda não tinha vivido o suficiente, sofrido o suficiente, rido o suficiente...
Estou em contagem decrescente para os quarenta anos... E sinto-me muito bem na minha pele, com as minhas experiências... Com os meus erros que tanto me fizeram crescer e me ensinaram a ser mais tolerante, mais rica interiormente, mais aberta aos outros e ao mundo. Não quer dizer que viva em estado contemplativo e que tudo aceite! Não! Também me irrito, me entristeço, me indigno.. e não é pouco, sobretudo com a mesquinhez, a maldade, inveja! Então quando vêm de pesssoas de quem pouco esperei...
Não perdi ainda a capacidade de me surpreender... de me manter aberta à vida e ela não me tem falhado!
domingo, 21 de outubro de 2007
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Cais
Já aqui coloquei um texto sobre os amigos, logo no início. Hoje apeteceu-me voltar ao tema, por circunstâncias várias. Na altura falei que a nossa vida é como qualquer cais de embarque de passageiros: chegam e partem pessoas, mas algumas demoram-se. Gostam do que vêem, nós gostamos de quem chega e construímos a nossa casa comum onde voltamos sempre, ainda que viajemos muito.É preciso mantermos a porta da casa aberta, pode entrar gente que não interessa, mas no meio da multidão há sempre tesouros escondidos que enriquecerão a nossa vida.O problema é que nem sempre as partidas são pacíficas... Enquanto que as chegadas são momentos de alegria, de novidade, as partidas são muitas vezes sinónimo de perda, de dor, sobretudo quando sentimos que quem parte não regressará e porque normalmente os motivos da partida nos doem. Faz parte da vida e sabermos arrumar as ausências e o espaço de quem partiu, porque o terá sempre...é sinal de sabedoria e crescimento.
Importante é manter a porta aberta... Há tanta gente que nos enriquece, que é única... Todos somos únicos de alguma forma, na nossa diversidade. Por isso gosto de gente em geral... Por isso gosto de sair de casa em cada dia, porque todos os dias me surpreendo. Nem sempre as surpresas são boas, mas as más não lhe dou grande importância... Vão para a reciclagem... As boas dão cor aos meus dias e fazem-me sentir muito bem por respirar.
É manhã... Respiras, acordas e eu sinto.
Importante é manter a porta aberta... Há tanta gente que nos enriquece, que é única... Todos somos únicos de alguma forma, na nossa diversidade. Por isso gosto de gente em geral... Por isso gosto de sair de casa em cada dia, porque todos os dias me surpreendo. Nem sempre as surpresas são boas, mas as más não lhe dou grande importância... Vão para a reciclagem... As boas dão cor aos meus dias e fazem-me sentir muito bem por respirar.
É manhã... Respiras, acordas e eu sinto.
sábado, 29 de setembro de 2007
Política, hoje...
Chove... O que eu gosto destas primeiras chuvas, do cheiro que exala a terra molhada, de ver a chuva cá do lado de dentro.
Este foi um grande Verão, pensando bem.. À minha estação chegou gente muito interessante, daquelas pessoas que se demoram, que ficam e que voltam e que nos põem um brilho nos olhos.
Hoje também é um dia importante e essa importância tem a ver com uma actividade minha que nunca foi aqui aflorada... A política. O meu partido mudou de liderança e espero que para melhor, ainda não perdi a capacidade de acreditar que se pode melhorar. Pelo menos gostei de ver uma votação em que cada um pôde escolher quem queria e não fazer-se representar por um qualquer que votaria de acordo com sabe-se lá quê. Fico a aguardar. Continuo a achar que a política não é essa coisa que se vê para aí e que faz afastar tanta gente. A política é o serviço aos outros, e quando assim não é trai-se a sua essência.
Gosto desta chuva, algures por aí, anda alguém para quem os pingos de chuva caem na mesma cadência dos meus... É bom sentir isso.
Este foi um grande Verão, pensando bem.. À minha estação chegou gente muito interessante, daquelas pessoas que se demoram, que ficam e que voltam e que nos põem um brilho nos olhos.
Hoje também é um dia importante e essa importância tem a ver com uma actividade minha que nunca foi aqui aflorada... A política. O meu partido mudou de liderança e espero que para melhor, ainda não perdi a capacidade de acreditar que se pode melhorar. Pelo menos gostei de ver uma votação em que cada um pôde escolher quem queria e não fazer-se representar por um qualquer que votaria de acordo com sabe-se lá quê. Fico a aguardar. Continuo a achar que a política não é essa coisa que se vê para aí e que faz afastar tanta gente. A política é o serviço aos outros, e quando assim não é trai-se a sua essência.
Gosto desta chuva, algures por aí, anda alguém para quem os pingos de chuva caem na mesma cadência dos meus... É bom sentir isso.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
No meu castelo..
Tenho a sorte de escrever voltada para o meu castelo, o mais lindo do mundo e poder imaginar histórias de princípes, princesas, corcéis, batalhas.. mas mesmo que da minha janela se não visse o castelo e para quem não tem um castelo à vista... O nosso castelo é onde quisermos... A nossa fortaleza, aquela onde nos recolhemos, onde carpimos as mágoas, onde vestimos as nossas armaduras para enfrentarmos o mundo, onde nos despimos e somos apenas nós, protegidos pelas ameias. Às vezes construímos ameias tão altas que ninguém se aproxima da nossa fortaleza e armadilhas... E às vezes há quem passe e chega a nós com notícias de países e sentires longínquos e pensamos no que perdemos, em todas as pessoas, todos os princípes e princesas a quem não franqueámos o melhor de nós, que não nos enriqueceram com as suas novas.
Olho o meu castelo, penso-te, abro-te a porta. Vem...
Olho o meu castelo, penso-te, abro-te a porta. Vem...
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Carpe Diem....
Às vezes estamos sossegadinhos... Andamos na nossa vidinha, com as coisas muito arrumadinhas nas prateleiras, satisfazemos as nossas necessidades básicas e "tá-se bem"...
Não temos grandes felicidades, mas também não temos grandes amargos de boca... Vamos andando!
Até que, sem esperarmos, alguém nos surpreende, até já conhecíamos... mas... Irrompe por nós, despenteia-nos por dentro, ficamos num alvoroço e já nada parece arrumado e tudo é revolução e ficamos divididos, sinto, não sinto, devo não devo...
E ficamos tão vivos, vibrantes...
Não resisto a colocar aqui um pedaço de texto duma grande amiga e escritora que me parece muito adequado:
"A dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.Sofre-se porquê?Porque automaticamente se esquece o que foi desfrutado e se passa a sofrer pelas projeções irrealizadas...por todas as cidades que se gostaria de ter conhecido ao lado de alguém que amamos, por todos os filhos que se gostaria de ter tido,por todos livros e silêncios que se gostaria de ter partilhado. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que quem nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento,perdemos também a felicidade.A dor é inevitável.O sofrimento é opcional...Vivam... "
Não temos grandes felicidades, mas também não temos grandes amargos de boca... Vamos andando!
Até que, sem esperarmos, alguém nos surpreende, até já conhecíamos... mas... Irrompe por nós, despenteia-nos por dentro, ficamos num alvoroço e já nada parece arrumado e tudo é revolução e ficamos divididos, sinto, não sinto, devo não devo...
E ficamos tão vivos, vibrantes...
Não resisto a colocar aqui um pedaço de texto duma grande amiga e escritora que me parece muito adequado:
"A dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.Sofre-se porquê?Porque automaticamente se esquece o que foi desfrutado e se passa a sofrer pelas projeções irrealizadas...por todas as cidades que se gostaria de ter conhecido ao lado de alguém que amamos, por todos os filhos que se gostaria de ter tido,por todos livros e silêncios que se gostaria de ter partilhado. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que quem nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento,perdemos também a felicidade.A dor é inevitável.O sofrimento é opcional...Vivam... "
sábado, 15 de setembro de 2007
Pancada!
Bem... Tanto tempo sem escrever e agora que recomecei apetece-me mais! É como se as palavras e os sentimentos se tivessem acumulado todo este tempo e agora queiram sair...
Escrevi no meu texto de apresentação neste blog que gosto de gente... E gosto mesmo. Agora apeteceu-me agradecer a todas aquelas pessoas que... me enriquecem, me incentivam, me estimulam... Ou que me puxam as orelhas, quando preciso!Tenho muita sorte de os ter na minha vida... Vocês sabem quem são. Bem hajam!
Escrevi no meu texto de apresentação neste blog que gosto de gente... E gosto mesmo. Agora apeteceu-me agradecer a todas aquelas pessoas que... me enriquecem, me incentivam, me estimulam... Ou que me puxam as orelhas, quando preciso!Tenho muita sorte de os ter na minha vida... Vocês sabem quem são. Bem hajam!
Estações do ano
Voltei à escrita, à escola, à rotina... E gosto. Muito. As férias passaram, lá fui para norte, para sul, cumpri os calendários, as praxes das férias.
Volto à escrita de manhã cedo, como gosto, com o ainda frescor da noite a entrar-me pela janela e o cheiro do Outono a insinuar-se já. Gosto destas alternâncias... Gosto do Verão quando é Inverno, anseio pelo calor, pelas roupas leves, pelo ar quente. Gosto do Inverno quando é Verão... lembro com nostalgia os agasalhos, a sensação de entrar na minha casa quentinha quando venho da rua, o estar a ouvir chover no meu aconchego.
E depois adoro a Primavera, que me faz sentir uma vitalidade especial, regeneradora. Gosto de ir para a minha serra, agreste, e sentir os cheiros da minha infância, apanhar aquelas plantas e flores que só lá encontro.
E desta altura do ano também gosto... O cheiro da terra seca molhada pelas primeiras chuvas de Outono, as cores dos campos, o anunciar de mais um ano.
Cá dentro também há estações... Nem sei muito bem nomeá-las... Mas sei sentir. Se o corpo caminha para o Outono, cá dentro é Primavera... Parece que as coisas ocuparam os lugares que lhes estavam destinados e de cada uma sobressai o melhor, o que mais gosto. Não quer dizer que não haja aborrecimentos, coisas que corram menos bem, mas deixaram de ser relevantes, não me azedam os dias.
Relevante é acordar todos os dias, abrir a janela e gostar ...
Volto à escrita de manhã cedo, como gosto, com o ainda frescor da noite a entrar-me pela janela e o cheiro do Outono a insinuar-se já. Gosto destas alternâncias... Gosto do Verão quando é Inverno, anseio pelo calor, pelas roupas leves, pelo ar quente. Gosto do Inverno quando é Verão... lembro com nostalgia os agasalhos, a sensação de entrar na minha casa quentinha quando venho da rua, o estar a ouvir chover no meu aconchego.
E depois adoro a Primavera, que me faz sentir uma vitalidade especial, regeneradora. Gosto de ir para a minha serra, agreste, e sentir os cheiros da minha infância, apanhar aquelas plantas e flores que só lá encontro.
E desta altura do ano também gosto... O cheiro da terra seca molhada pelas primeiras chuvas de Outono, as cores dos campos, o anunciar de mais um ano.
Cá dentro também há estações... Nem sei muito bem nomeá-las... Mas sei sentir. Se o corpo caminha para o Outono, cá dentro é Primavera... Parece que as coisas ocuparam os lugares que lhes estavam destinados e de cada uma sobressai o melhor, o que mais gosto. Não quer dizer que não haja aborrecimentos, coisas que corram menos bem, mas deixaram de ser relevantes, não me azedam os dias.
Relevante é acordar todos os dias, abrir a janela e gostar ...
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