Bem... Tanto tempo sem escrever e agora que recomecei apetece-me mais! É como se as palavras e os sentimentos se tivessem acumulado todo este tempo e agora queiram sair...
Escrevi no meu texto de apresentação neste blog que gosto de gente... E gosto mesmo. Agora apeteceu-me agradecer a todas aquelas pessoas que... me enriquecem, me incentivam, me estimulam... Ou que me puxam as orelhas, quando preciso!Tenho muita sorte de os ter na minha vida... Vocês sabem quem são. Bem hajam!
sábado, 15 de setembro de 2007
Estações do ano
Voltei à escrita, à escola, à rotina... E gosto. Muito. As férias passaram, lá fui para norte, para sul, cumpri os calendários, as praxes das férias.
Volto à escrita de manhã cedo, como gosto, com o ainda frescor da noite a entrar-me pela janela e o cheiro do Outono a insinuar-se já. Gosto destas alternâncias... Gosto do Verão quando é Inverno, anseio pelo calor, pelas roupas leves, pelo ar quente. Gosto do Inverno quando é Verão... lembro com nostalgia os agasalhos, a sensação de entrar na minha casa quentinha quando venho da rua, o estar a ouvir chover no meu aconchego.
E depois adoro a Primavera, que me faz sentir uma vitalidade especial, regeneradora. Gosto de ir para a minha serra, agreste, e sentir os cheiros da minha infância, apanhar aquelas plantas e flores que só lá encontro.
E desta altura do ano também gosto... O cheiro da terra seca molhada pelas primeiras chuvas de Outono, as cores dos campos, o anunciar de mais um ano.
Cá dentro também há estações... Nem sei muito bem nomeá-las... Mas sei sentir. Se o corpo caminha para o Outono, cá dentro é Primavera... Parece que as coisas ocuparam os lugares que lhes estavam destinados e de cada uma sobressai o melhor, o que mais gosto. Não quer dizer que não haja aborrecimentos, coisas que corram menos bem, mas deixaram de ser relevantes, não me azedam os dias.
Relevante é acordar todos os dias, abrir a janela e gostar ...
Volto à escrita de manhã cedo, como gosto, com o ainda frescor da noite a entrar-me pela janela e o cheiro do Outono a insinuar-se já. Gosto destas alternâncias... Gosto do Verão quando é Inverno, anseio pelo calor, pelas roupas leves, pelo ar quente. Gosto do Inverno quando é Verão... lembro com nostalgia os agasalhos, a sensação de entrar na minha casa quentinha quando venho da rua, o estar a ouvir chover no meu aconchego.
E depois adoro a Primavera, que me faz sentir uma vitalidade especial, regeneradora. Gosto de ir para a minha serra, agreste, e sentir os cheiros da minha infância, apanhar aquelas plantas e flores que só lá encontro.
E desta altura do ano também gosto... O cheiro da terra seca molhada pelas primeiras chuvas de Outono, as cores dos campos, o anunciar de mais um ano.
Cá dentro também há estações... Nem sei muito bem nomeá-las... Mas sei sentir. Se o corpo caminha para o Outono, cá dentro é Primavera... Parece que as coisas ocuparam os lugares que lhes estavam destinados e de cada uma sobressai o melhor, o que mais gosto. Não quer dizer que não haja aborrecimentos, coisas que corram menos bem, mas deixaram de ser relevantes, não me azedam os dias.
Relevante é acordar todos os dias, abrir a janela e gostar ...
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para outro é arriscar envolver-se.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas ideias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar
Mas... é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada.
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer
mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas,
abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que arrisca é livre
Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida...
Sören Kierkegaard, algures no séc. XIX
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para outro é arriscar envolver-se.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas ideias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar
Mas... é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada.
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer
mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas,
abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que arrisca é livre
Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida...
Sören Kierkegaard, algures no séc. XIX
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Partida.
Manhã cedo. Neblina fresca. Noite mal dormida. Estou de partida. Para o pé do mar, algures para norte, lá onde a água é mais fria e o vento mais forte. As palavras voltarão revigoradas, alimentadas de algas, maresia e sol. Mais claras, mais luminosas, mais salgadas.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Por entre as noites de perdição
A vida morre devagar
Embrulhada nos ventos da paixão
Dos poemas abertos de par em par
Que nos fazem canção
Que nos acordam outra vez ao sonhar
Por entre as noites de amor fugidio
A vida volta-nos as costas a rir
Dá-nos calor e dá-nos frio
Mostra-nos que temos de partir
Que somos um nada sem vazio
Que somos tudo em cada fugir
Por entre nós mesmos perdemos o norte
Damos tudo e ficamos pequenos na serra
Perdidos nos sonhos de maré forte
Nas luas que iluminam esta terra
De onde nascemos com sorte
De onde morreremos na guerra
Entre...
Pedro Branco(http://daspalavrasquenosunem.blogspot.com/)
Férias.
Início de férias... Tempo pouco convidativo.Dentro e fora. À medida que os anos vão passando as coisas vão perdendo o seu encanto, a sua mística, deixam de ser vividas com aquele entusiasmo, excitação iniciais. A partida para férias era sssim como a partida para o desconhecido, para um tempo de descobertas dentro e fora de nós... Agora cumpre-se o calendário, fazem-se as malas, conferem-se os pertences... e lá nos transferimos para outro sítio levando-nos atrás de nós.
Podíamos mandar-nos de férias para qualquer lado e alojar em nós um inquilino qualquer, assim quando o nosso eu regressasse fazíamos-lhe um festa, tínhamos saudades e estávamos preparados para mais um ano.
Enfim, delírios de um fim de tarde friorento. Estou de férias.
Podíamos mandar-nos de férias para qualquer lado e alojar em nós um inquilino qualquer, assim quando o nosso eu regressasse fazíamos-lhe um festa, tínhamos saudades e estávamos preparados para mais um ano.
Enfim, delírios de um fim de tarde friorento. Estou de férias.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Não gosto!
Alguém comentou o meu texto de apresentação no outro dia, dizendo que também devia dizer o que não gostava. Na altura achei um pouco descabido, num país onde as pessoas vivem sobretudo pela negativa... Achei que era o positivismo que me caracteriza que devia ficar a minha imagem de marca.
Mas hoje apetece-me dizer alguns não gosto.Uma pessoa não é de ferro e não está sempre bem disposta!
Aqui vão alguns não gosto! Não todos... claro! Não gosto de mentiras. Não gosto de deslealdades. Não gosto de ver achincalhar ninguém. Não gosto de gente mesquinha. Não gosto de mexilhões, nem ostras. Não gosto de gente armada ao fino e que espremida... Não gosto que as pessoas que eu gosto me desapareçam. Não gosto de dias de Verão frios. Não gosto de lambe-botas. Não gosto de estar mal-disposta, mas passa-me rápido. Já me está a apetecer rir! O que eu gosto de rir!
Mas hoje apetece-me dizer alguns não gosto.Uma pessoa não é de ferro e não está sempre bem disposta!
Aqui vão alguns não gosto! Não todos... claro! Não gosto de mentiras. Não gosto de deslealdades. Não gosto de ver achincalhar ninguém. Não gosto de gente mesquinha. Não gosto de mexilhões, nem ostras. Não gosto de gente armada ao fino e que espremida... Não gosto que as pessoas que eu gosto me desapareçam. Não gosto de dias de Verão frios. Não gosto de lambe-botas. Não gosto de estar mal-disposta, mas passa-me rápido. Já me está a apetecer rir! O que eu gosto de rir!
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