Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para outro é arriscar envolver-se.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas ideias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar
Mas... é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada.
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer
mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas,
abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que arrisca é livre
Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida...
Sören Kierkegaard, algures no séc. XIX
terça-feira, 7 de agosto de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Partida.
Manhã cedo. Neblina fresca. Noite mal dormida. Estou de partida. Para o pé do mar, algures para norte, lá onde a água é mais fria e o vento mais forte. As palavras voltarão revigoradas, alimentadas de algas, maresia e sol. Mais claras, mais luminosas, mais salgadas.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Por entre as noites de perdição
A vida morre devagar
Embrulhada nos ventos da paixão
Dos poemas abertos de par em par
Que nos fazem canção
Que nos acordam outra vez ao sonhar
Por entre as noites de amor fugidio
A vida volta-nos as costas a rir
Dá-nos calor e dá-nos frio
Mostra-nos que temos de partir
Que somos um nada sem vazio
Que somos tudo em cada fugir
Por entre nós mesmos perdemos o norte
Damos tudo e ficamos pequenos na serra
Perdidos nos sonhos de maré forte
Nas luas que iluminam esta terra
De onde nascemos com sorte
De onde morreremos na guerra
Entre...
Pedro Branco(http://daspalavrasquenosunem.blogspot.com/)
Férias.
Início de férias... Tempo pouco convidativo.Dentro e fora. À medida que os anos vão passando as coisas vão perdendo o seu encanto, a sua mística, deixam de ser vividas com aquele entusiasmo, excitação iniciais. A partida para férias era sssim como a partida para o desconhecido, para um tempo de descobertas dentro e fora de nós... Agora cumpre-se o calendário, fazem-se as malas, conferem-se os pertences... e lá nos transferimos para outro sítio levando-nos atrás de nós.
Podíamos mandar-nos de férias para qualquer lado e alojar em nós um inquilino qualquer, assim quando o nosso eu regressasse fazíamos-lhe um festa, tínhamos saudades e estávamos preparados para mais um ano.
Enfim, delírios de um fim de tarde friorento. Estou de férias.
Podíamos mandar-nos de férias para qualquer lado e alojar em nós um inquilino qualquer, assim quando o nosso eu regressasse fazíamos-lhe um festa, tínhamos saudades e estávamos preparados para mais um ano.
Enfim, delírios de um fim de tarde friorento. Estou de férias.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Não gosto!
Alguém comentou o meu texto de apresentação no outro dia, dizendo que também devia dizer o que não gostava. Na altura achei um pouco descabido, num país onde as pessoas vivem sobretudo pela negativa... Achei que era o positivismo que me caracteriza que devia ficar a minha imagem de marca.
Mas hoje apetece-me dizer alguns não gosto.Uma pessoa não é de ferro e não está sempre bem disposta!
Aqui vão alguns não gosto! Não todos... claro! Não gosto de mentiras. Não gosto de deslealdades. Não gosto de ver achincalhar ninguém. Não gosto de gente mesquinha. Não gosto de mexilhões, nem ostras. Não gosto de gente armada ao fino e que espremida... Não gosto que as pessoas que eu gosto me desapareçam. Não gosto de dias de Verão frios. Não gosto de lambe-botas. Não gosto de estar mal-disposta, mas passa-me rápido. Já me está a apetecer rir! O que eu gosto de rir!
Mas hoje apetece-me dizer alguns não gosto.Uma pessoa não é de ferro e não está sempre bem disposta!
Aqui vão alguns não gosto! Não todos... claro! Não gosto de mentiras. Não gosto de deslealdades. Não gosto de ver achincalhar ninguém. Não gosto de gente mesquinha. Não gosto de mexilhões, nem ostras. Não gosto de gente armada ao fino e que espremida... Não gosto que as pessoas que eu gosto me desapareçam. Não gosto de dias de Verão frios. Não gosto de lambe-botas. Não gosto de estar mal-disposta, mas passa-me rápido. Já me está a apetecer rir! O que eu gosto de rir!
Fim de tarde...
Gosto muito do fim de tarde... Aquele período em que não é noite nem é dia. Especialmente se estiver numa grande cidade, gosto de me sentar num sítio e observar as pessoas nas suas correrias, imaginá-las: para onde vão, as suas histórias, as suas tristezas, as suas alegrias, os seus dramas. E sinto uma enorme paz interior que resulta da partilha com todos os que vejo de algo que não sei muito bem o que é... Talvez a percepção que no essencial somos todos muito iguais, apesar das máscaras que temos que usar. Chegados ao fim todos precisamos de um porto de abrigo... uma casa, uma família, um peito, um livro, um gato, um abraço, uma palavra e é para lá que corremos, que nos apressamos.
Neste fim de tarde de Verão, um pouco fresco, olho pela janela, vejo o mundo lá fora que corre. Estou no meu porto... acompanha-me a palavra.
Neste fim de tarde de Verão, um pouco fresco, olho pela janela, vejo o mundo lá fora que corre. Estou no meu porto... acompanha-me a palavra.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Procuro-te
O que procuramos? Procuramos estar bem...Seja lá o que isso for e como for. O bem estar, a felicidade não são estados, são momentos em que pelos mais variados motivos alcançamos a tal plenitude.
O que procuramos e como procuramos é que nos faz diferentes uns dos outros. Uns precisam de um carro, outros uma casa, outros uma viagem, outros de um emprego, outros de amor, outros de atenção... Há gente que é feliz com tão pouco e outros a quem nada parece satisfazer...
Eu sou como muita gente... À procura de algo, que não é material. Com os meus medos, as minhas inseguranças. Parece-me tão pouco o que procuro... e ao mesmo tempo tão dificil de encontrar ... Talvez exija muito, não me contente com pouco! O pouco está sempre garantido, não é? Nestas circunstâncias o que queremos também passa pelos outros, pelo que nos trazem, pelo que nos enriquecem, pelo que lhes damos, pelo prazer que temos em dar e receber. Nos intervalos da vida passam pessoas - desconhecidos, conhecidos, sacanas, indiferentes, amigos, amores. Gosto de pessoas com coisas lá dentro que assomam aos olhos e quase que entram por mim nos meus olhos, mesmo se fujo.
Procuro-te.
O que procuramos e como procuramos é que nos faz diferentes uns dos outros. Uns precisam de um carro, outros uma casa, outros uma viagem, outros de um emprego, outros de amor, outros de atenção... Há gente que é feliz com tão pouco e outros a quem nada parece satisfazer...
Eu sou como muita gente... À procura de algo, que não é material. Com os meus medos, as minhas inseguranças. Parece-me tão pouco o que procuro... e ao mesmo tempo tão dificil de encontrar ... Talvez exija muito, não me contente com pouco! O pouco está sempre garantido, não é? Nestas circunstâncias o que queremos também passa pelos outros, pelo que nos trazem, pelo que nos enriquecem, pelo que lhes damos, pelo prazer que temos em dar e receber. Nos intervalos da vida passam pessoas - desconhecidos, conhecidos, sacanas, indiferentes, amigos, amores. Gosto de pessoas com coisas lá dentro que assomam aos olhos e quase que entram por mim nos meus olhos, mesmo se fujo.
Procuro-te.
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