Às vezes a morte passa-nos perto, sentimos o seu bafo... Arrepiamo-nos, pensamos que ela anda sempre por perto, embora não nos lembremos dela, embora ela seja a única coisa certa que temos ao nascer.
No trajecto diário um acidente. Um morto. O determinante está mal utilizado. Não é um morto indefinido. É uma jovem, a Liliana. Conheço-a desde pequena, conheço os pais, os avós.Hoje a tragédia caiu em casa alheia, mas foi suficientemente perto para pensar se tivesse sido na minha. Para pensar que aqueles pais hoje, ao deitarem já não terão a sua menina, nem no próximo Natal...
"Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida." Séneca
quinta-feira, 21 de junho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Fim das aulas...
As aulas chegam ao fim... Quase sem se dar por isso, porque quase não há sol ou calor que nos chamem para a praia, para o ócio.
Depois de um ano de muita polémica, de muitas leis, manifestações, greves, falemos do que interessa: de pessoas.
Atrás dos nomes e dos números escondem-se realidades que vão para lá do que vê quem manda. As escolas não são fábricas, armazéns , linhas de produção... São locais onde se aprende a crescer, onde se molda gente. Onde além da planificação, do conteúdo, da nota, importa a palavra, o conselho, o mimo, o incentivo para quem muitas vezes tem na escola o oásis, o porto. Mas nem todos sabem ensinar com o coração. Às vezes não conseguem... Porque se fizeram muitos quilómetros; porque o filho ficou doente entregue não sei a quem; porque a família está a muito longe e o coração está lá também; porque não se tem jeito; porque...
O que mais gosto são os alunos. Gosto de os conhecer, de os descobrir devagarinho, de rir com eles e entre risadas partilhar com eles aquilo que sei e aprender com eles.
O prazer não pode ser decretado, mas pode ser incentivado, acarinhado.
As aulas chegam ao fim... Quase sem se dar por isso, porque quase não há sol ou calor que nos chamem para a praia, para o ócio.
Depois de um ano de muita polémica, de muitas leis, manifestações, greves, falemos do que interessa: de pessoas.
Atrás dos nomes e dos números escondem-se realidades que vão para lá do que vê quem manda. As escolas não são fábricas, armazéns , linhas de produção... São locais onde se aprende a crescer, onde se molda gente. Onde além da planificação, do conteúdo, da nota, importa a palavra, o conselho, o mimo, o incentivo para quem muitas vezes tem na escola o oásis, o porto. Mas nem todos sabem ensinar com o coração. Às vezes não conseguem... Porque se fizeram muitos quilómetros; porque o filho ficou doente entregue não sei a quem; porque a família está a muito longe e o coração está lá também; porque não se tem jeito; porque...
O que mais gosto são os alunos. Gosto de os conhecer, de os descobrir devagarinho, de rir com eles e entre risadas partilhar com eles aquilo que sei e aprender com eles.
O prazer não pode ser decretado, mas pode ser incentivado, acarinhado.
Apresentação
Gosto de ler e escrever. Gosto das palavras. Gosto de sentir. Gosto de intervir. Gosto do silêncio às vezes. Outras vezes gosto do bulício, da confusão. Gosto de rir, de brincar. Gosto do mar. Gosto do sol na pele. Gosto dos dias de muita chuva do lado de dentro da minha janela. Gosto do vento na face. Gosto do cheiro das coisas. Gosto de descobrir. Gosto de arriscar. Gosto dos meus amigos. Gosto de pessoas. Gosto de acreditar. Gosto de sonhar.
Muito de mim ficará aqui.
Gosto de partilhar.
Muito de mim ficará aqui.
Gosto de partilhar.
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