Fim das aulas...
As aulas chegam ao fim... Quase sem se dar por isso, porque quase não há sol ou calor que nos chamem para a praia, para o ócio.
Depois de um ano de muita polémica, de muitas leis, manifestações, greves, falemos do que interessa: de pessoas.
Atrás dos nomes e dos números escondem-se realidades que vão para lá do que vê quem manda. As escolas não são fábricas, armazéns , linhas de produção... São locais onde se aprende a crescer, onde se molda gente. Onde além da planificação, do conteúdo, da nota, importa a palavra, o conselho, o mimo, o incentivo para quem muitas vezes tem na escola o oásis, o porto. Mas nem todos sabem ensinar com o coração. Às vezes não conseguem... Porque se fizeram muitos quilómetros; porque o filho ficou doente entregue não sei a quem; porque a família está a muito longe e o coração está lá também; porque não se tem jeito; porque...
O que mais gosto são os alunos. Gosto de os conhecer, de os descobrir devagarinho, de rir com eles e entre risadas partilhar com eles aquilo que sei e aprender com eles.
O prazer não pode ser decretado, mas pode ser incentivado, acarinhado.